Domingo, 10 de Maio de 2009

COMO ESTUDAR HISTÓRIA

 

 

 

COMO ESTUDAR HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL?

 

DEVEM SEGUIR OS SEGUINTES PONTOS NO VOSSO ESTUDO:

- Deves ter o teu caderno diário sempre organizado e em dia;
- Deves rever sempre a última matéria que foi dada na última aula e verificar se há trabalho de casa;
- Reler com atenção as páginas do manual dadas na última aula;
- Sublinhar no manual os aspectos mais importantes que devem ser compreendidos e fixados;
- No caso de não compreenderes alguma matéria tomar nota para perguntar na próxima aula;
- Se quiseres saber mais dalgum aspecto pesquisa em enciclopédias e na Internet (wikipédia e sites de interesse neste blogue).

IMPORTANTE: NUNCA COMECES POR FAZER O TRABALHO DE CASA, SEM TERES ESTUDADO PRIMEIRO!

Atenção que pesquisar é:
- Aprender mais
- Aprender de outro modo
- Recolher informação variada (textos, gravuras, jornais, Internet
- Escolher o que interessa, consultando o dicionário para entender a informação
- Tentar resumir por palavras nossas essa informação
- Dar uma opinião pessoal sobre o assunto investigado
- Indicar as obras consultadas
- Preocupar-se também com a apresentação do trabalho

NÃO É:
- Copiar sem entender a informação
- Entregar fotocópias
- Usar o trabalho dos outros sem indicar os seus nomes
- Preocupar-se mais com a apresentação do que com o conteúdo do trabalho
- Pedir ao pai ou a qualquer parente que faça o trabalho
- Despachar-se a pesquisar sem grande esforço pessoal

Fonte: Isabel Malho
http://members.tripod.com/catrineta2/

 

Aprendendo a História - Resumos

 

Como faço RESUMOS:

 

1 - Ler o texto atentamente.

 

2 - Identificar as ideias principais de cada parágrafo, sublinhando-as:

 

a)- Em cada parágrafo existe, no geral, uma ideia principal.

 

b)- As ideias principais são genéricas e as secundárias mais específicas.

 

c)- Se juntares as frases que contêm ideias principais, o texto continua a fazer sentido.

 

3 - Escrever o resumo, evitando os pormenores inúteis, as repetições e utilizando uma linguagem pessoal. Este deve ser breve, conter apenas as ideias principais, claro e rigoroso.

 

4 - Corrigir o que achares necessário.

 

 

Aprendendo a História - ESQUEMAS

 

 

Como faço esquemas:

 

 

 

1- Definir as ideias principais.

 

2- Definir as ideias secundárias.

 

3- Escolher uma palavra ou frase curta que traduza as ideias principais e as secundárias (não te esqueças que o esquema deve ser breve).

 

4- Escolher um esquema gráfico que apresente essas ideias e as relações existentes entre elas - a organização do esquema é muito importante para que este seja perceptível.

 

EXEMPLO:

 

1- Colunas dóricas, júnicas e coríntias

 

2- Frontão

 

-a) Influência grega 3- Friso

 

4- Cornija

 

Civilização romana --- Arquitectura -b) Arco de volta perfeito

 

-c) Abóbada de berço

 

-d) Cúpula

 

Aprendendo a História - APONTAMENTOS EM AULA

 

 

Como faço apontamentos em aula:

 

 

 

1- Ter o material em condições e junto a ti.

 

2- Tentar perceber sempre a matéria antes de a apontar.

 

3- Seleccionar a informação, fazer notas breves, procurando destacar as ideias principais e distinguindo o tema e o assunto que estás a estudar.

 

TOMA ATENÇÃO A:

 

 

    • Tom de voz do Professor.

 

    • Chamadas de atenção do Professor para determinado assunto.

 

    • Repetição (quando o Professor repete várias vezes e de várias formas o mesmo, então é porque é fundamental).

 

    • Apontamentos no quadro.

 

    • Tempo dispendido para tratar determinado tema.

 

  • Indicação de que a informação em causa não se encontra no manual.

 

4- Organizar os teus apontamentos de forma clara e objectiva.

 

5- Escrever pelas tuas próprias palavras aquilo que queres apontar.

 

6- Tomar nota dos registos que o Professor faz no quadro.

 

7- Escrever os apontamentos tentando utilizar a melhor caligrafia possível.

 

8- Registar sempre os TPC.

 

 

SITES DE HISTÓRIA PARA CONSULTARES


Site sobre a História de Portugal, com informações, Jogos e onde podes testar os teus conhecimento. visita e diverte-te;

  • Site com informações sobre a História de Portugal para te ajudar nos estudos - aqui.
  • Informações sobre a escravatura - ver;
  • Site sobre a História do Brasi - ver;
  • Site do Museu dos Coches - visitar;
  • Marquês de Pombal - conhece a história;
  • A 1ª Guerra Mundial - site com informações sobre a primeira grande guerra;
  • Sobre o 25 de Abril - site 1; site 2;
  • Mas afinal o que é a História? - tira as tuas dúvidas aqui;
publicado por ana às 17:23

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ARTE E RITOS MÁGICOS

ARTE E RITOS MÁGICOS

A arte

O Homo sapiens sapiens era um grande artista ao decorar os seus objectos e as paredes das suas cavernas. Deixou-nos dois tipos de arte: a parietal ou rupestre e a móvel.

 

A arte parietal ou rupestre

Consistia em pinturas e gravuras nas paredes das grutas, ou no exterior, em vastos conjuntos rochosos. Aqui encontramos figu­ras de animais desenhadas, pintadas ou gravadas: mamutes, bisontes, cabri­tos-monteses, cavalos e touros e cenas de caça. Os animais sur­gem, por vezes, atravessados por flechas, o que revela o carácter mágico das representações, por se pensar que favoreciam a caçada e a fecundi­dade dos animais, tão necessárias à sobrevivência do Homem. Aparecem também figuras humanas de forma esquemática ou simplesmente mãos e outros sinais. Tudo é representado com grande naturalismo. As cores utilizadas eram obtidas através da utilização de substâncias minerais (ocre e carvão) e vegetais, misturadas com gordura animal.

 
Encontramos importantes exemplos de arte parietal em França, nas grutas de Lascaux ; em Espanha, nas grutas de Altamira; em Por­tugal, em Vila Nova de Foz Côa.

 
 

A arte móvel
Constituída por pequenas estatuetas esculpidas ou por objectos decorados com baixos-relevos, que se podiam transportar (daí ser chamada móvel). Os materiais utilizados eram a argila, o marfim, o osso, as hastes de animais e a pedra.
As estatuetas femininas (mulheres de idade adulta), a que chamamos “Vénus”, atestam a existência de um culto da fecundidade.


publicado por ana às 17:22

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MADEIRA E AÇORES

 

A DESCOBERTA DA MADEIRA E DOS AÇORES

Os arquipélagos da Madeira e dos Açores situam-se no Oceano Atlântico, relativamente perto de Portugal Continental.
A ilha da Madeira, a maior e mais importante do arquipélago do mesmo nome, fica a 1050 Km de Lisboa, a cerca de 17º de longitude e 33º de latitude.
 O arquipélago é formado por esta ilha, pela de Porto Santo, por dois grupos de pequenas ilhas: três Desertas e duas Selvagens, e ainda por alguns ilhéus. A Madeira tem uma área de 766 Km2 (58 Km de comprimento por 24 Km de largura média) e Porto Santo tem uma área de 50 Km2, sendo as duas únicas ilhas com condições e dimensões para serem habitadas.
João Gonçalves Zarco foi o comandante da expedição que, ao serviço do Infante D. Henrique, "descobriu" o Porto Santo em 1418 e a Madeira em 1419. Nesta viagem foram companheiros de Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo.
.
Os Açores ficam a 1500 Km do continente, com uma latitude entre 36º e 55’ e 39º e 43’ e uma longitude entre 25º e 31º e 15’. O arquipélago estende-se por 600 Km de noroeste a sudeste, ocupa uma área total de 2317 km2, sendo a maior ilha a de S. Miguel que ocupa uma área de 746 km2 (61 km de comprimento por 14 km de largura média).
É constituído por 9 ilhas, todas habitadas (e ainda pelos ilhéus Formigas), que formam três grupos:

 

Grupo Ocidental
(a noroeste)
Flores e Corvo
Grupo Central
Terceira, Graciosa, Pico e Faial
 Grupo Oriental
(a sudeste)
S. Miguel, Sta.
Maria e ilhéus Formigas
Todas as ilhas destes dois arquipélagos são de origem vulcânica, de relevo acidentado, terra fértil, muita vegetação e clima ameno.

 

publicado por ana às 17:20

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MONSTROS MARINHOS

MONSTROS MARINHOS - A AMBIÇÃO VENCEU O MEDO NOS DESCOBRIMENTOS

 

Na Idade Média, numa época de pouca divulgação cultural ou científica, o povo imaginava monstros e coisas maravilhosas, bem como uma série de criaturas fabulosas a viver nos oceanos.

 Considerava-se que a Terra e o Mar eram dois mundos paralelos, pelo que certos animais terrestres já conhecidos teriam certamente os seus correspondentes a viver no mar. Mas foi apenas com os primeiros relatos dos descobrimentos que surgem referências escritas a diversos monstros marinhos.

Criaturas fabulosas e homens sem cabeça

Navegar com terra à vista, como aconteceu nas primeiras viagens, não levantava grandes problemas. Porém, quando começaram a entrar no pelo mar alto, os marinheiros tiveram muito medo.

Medo das tempestades, medo de se perderem e não conseguirem regressar. Ma sentiram também um enorme receio provocado pelas histórias que se contavam sobre o que existiria para lá do mundo conhecido. Dizia-se que os monstros marinhos engoliam os barcos, o calor fazia ferver as águas, os homens e os animais eram monstruosos…

Seres imaginários

 

O termo monstro marinho surge, a partir do século XV, não necessariamente relacionado com uma criatura mítica medieval, mas associado à ocorrência de um enorme ser, assustador e nunca antes visto.

Na extensa história Atlântica de Portugal existem inúmeras referências a monstra marina, muitas vezes com nomes até conhecidos, como baleias, golfinhos e outros peixes como esses. As viagens por mares e terras não explorados levaram os homens ao encontro de uma natureza inóspita, e colocaram-nos face a ambientes diferentes e singulares. Obrigaram-nos a enfrentar a perplexidade relativamente à fauna e flora encontradas, completamente incógnita e deveras admirável.

 

Monstros 

 

 

Podemos, portanto, perceber que a fantasia criada em torno dos monstros marinhos, encontra o seu fundamento em vislumbres de animais reais, nas raras e surpreendentes observações de seres marinhos, que até então permaneciam um verdadeiro mistério.

 Monstros devoradores

 

 

 

 

Os Lusíadas constituem um capítulo da história marítima portuguesa, a glorificação do descobrimento do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, escrito pelo marinheiro e poeta Luís de Camões.

 A narrativa assenta na realidade histórica do povo português, mas os acontecimentos reais são também influenciados pelos deuses da mitologia, os anjos e os santos.

 

O Gigante Adamastor

 

Mas, para além das suas características épicas e históricas, Os Lusíadas são também uma fonte valiosa de descrições da paisagem, da geografia, dos animais e das plantas ao longo da viagem marítima para a Índia. Na verdade muitos dos seres vivos que os navegadores portugueses encontraram ao longo da sua jornada foram nessa altura observados pela primeira vez. Outros, no entanto, eram já mais familiares, fosse por fazer parte, ou por serem semelhantes a outros, da fauna e flora de Portugal ou de outras regiões conhecidas. Fazendo referência apenas aos mamíferos marinhos que surgem como a base biológica sobre a qual o autor construiu o poema, encontramos os golfinhos ou delfins e as focas ou quoquas.

Mais misteriosas e mitológicas surgem as sereias ou sirenas, que enfeitiçavam os marinheiros com os seus cantos, mas na verdade têm a sua origem nos gordos e pachorrentos manatins e dugongos.

publicado por ana às 17:19

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A CONQUISTA DE CEUTA

A CONQUISTA DE CEUTA

 

Um exército de cerca de 19 000 a 20 000 cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos largou de Lisboa a 25 de Julho, embarcado em cerca de 240 ou 110 navios de transporte e vasos de guerra. Na expedição seguia a fina flor da aristocracia portuguesa do século XV, incluíndo os príncipes Duarte, o herdeiro, Pedro, Duque de Coimbra e Henrique, Duque de Viseu. Após uma escala em Lagos, fundearam diante de Ceuta a 21 de Agosto, tendo efectuado o desembarque sem encontrar resistência por parte dos Mouros. A guarnição da cidade de Ceuta correu a fechar as portas da cidade, mas as tropas portuguesas foram rápidas a impedir o estabelecimento de defesas adequadas. Na manhã de 22 de Agosto, Ceuta estava em mãos portuguesas. A mesquita foi consagrada e, na primeira missa lá realizada, os três príncipes da Ínclita geração presentes foram feitos cavaleiros pelo seu pai. Ceuta seria a primeira possessão portuguesa em África, estratégica para a exploração Atlântica que começava a ser efectuada.
 

 

 

Assinada a paz com Castela, em 1411, D. João I procurou resolver os problemas do reino que estava pobre.

As conquistas no Norte de África surgiram como uma solução: agradavam à nobreza que procura a guerra como forma de obter honra, glória, novos cargos e títulos; agradavam ao clero pois era uma forma de combater os Mouros, inimigos da religião cristã; agradavam à burguesia pois assim poderia controlar a entrada do Mar Mediterrâneo e o comércio de escravos, ouro, especiarias e cereais.

 

 

 

Assim, em1415, uma poderosa armada preparada porD. João Itomou a cidade deCeuta:33 galés, 27 trirremes, 32 birremes e 120 outros barcos, onde se amontoaram 50 mil soldados - todos "cruzados" (ou seja, com cruzes de tecido coladas aos uniformes, já que partiam para uma guerra santa).

O comando da armada foi entregue aos filhos do rei D. João I, entre os quais o infante D. Henrique. Na manhã de 14 de agosto de 1415, com Ceuta desprotegida - por um inexplicável desleixo do soberano Sala-bin-Sala -, os lusos invadiram a cidade como uma horda de bárbaros. Mataram milhares de mouros, saqueando tudo o que podiam encontrar, destruindo lojas, bazares, mesquitas e o palácio do governante. Depois de dez horas de batalha desigual, contra adversários desarmados, os portugueses tornaram-se senhores de Ceuta.

 

 

Contudo, os Mouros desviaram as rotas comerciais para outras cidades do Norte de África. Ceuta tornou-se uma cidade cristã isolada e constantemente atacada.

 

publicado por ana às 17:17

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Lei das Sesmarias .


Lei das Sesmarias .

De acordo com estas leis, determinou-se o seguinte:


. os proprietários rurais eram obrigados a cultivar as suas terras;

. todos os que abandonaram a agricultura deviam voltar aos trabalhos agrícolas;
 
. os salários eram tabelados, de modo a evitar abusos;

. a mendicidade era proibida, de forma a conseguir-se mão-de-obra para a agricultura.
publicado por ana às 17:15

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Crise do Século XIV

 

Por volta dos fins do século XIII a produtividade agrícola já dava claros sinais de declínio, prenunciando uma possível falta de alimentos, devido ao esgotamento dos solos, enquanto a população continuava apresentando tendências de crescimento. A exploração predatória e extensiva dos domínios, que caracterizara a agricultura feudal, fazia com que o aumento da produção se desse, em sua maior parte, com a anexação de novas áreas (que não estava mais ocorrendo) e não com a melhoria das técnicas de cultivo.

Agravaram-se as contradições entre o campo e a cidade. A produção agrícola não respondia às exigências das cidades em crescimento. Nos séculos XI, XII e primeira metade do século XIII, a utilização de novas terras e as inovações técnicas permitiram uma ampliação da produção. Na última década do século XIII já não restavam terras por ocupar, e as utilizadas estavam cansadas, gerando uma baixa produtividade. As inovações técnicas anteriores já não respondiam às novas necessidades. Além disso, a substituição do trabalho assalariado ocorria muito lentamente. Com a insuficiente produção agrícola e a estagnação do comércio, a fome se alastrou pela Europa. A partir do início do século XIV, uma profunda crise anunciou o final da época medieval. Fome, pestes, guerras e rebeliões de servos atingiram a essência do sistema feudal.

No inicio do século XIV, a Europa foi assolada por intensas chuvas (1315 a 1317) que arrasaram os campos e as colheitas. Como conseqüência, a fome voltou a perturbar os camponeses, favorecendo o alastramento de epidemias e trazendo a mortalidade da população. "Nos campos ingleses, ele passou de 40 mortos por cada mil habitantes, para 100 por mil. Na cidade belga de Ypres, uma das mais importantes da Europa, pelo menos 10% da população morreu no curto espaço de seis meses em 1316".

A peste negra amedrontou a Europa e abalou a economia. Cidades ricas foram destruídas e abandonadas pelos seus habitantes desesperados à procura de um lugar com ar puro e sem pessoas infectadas. Os servos morriam e as plantações ficavam destruídas por falta de cuidados. Por esta causa os senhores feudais começaram a receber menos tributos diminuindo seus rendimentos. Os senhores feudais viram seus rendimentos declinarem devido à falta de trabalhadores e ao despovoamento dos campos. Procuraram então, de todas as maneiras, superar as dificuldades. Por um lado, reforçaram a exploração sobre os camponeses, aumentando as corvéias e demais impostos, para suprir as necessidades de ostentação e consumo, dando origem à "segunda servidão". Por outro, principalmente nas regiões mais urbanizadas, os nobres passaram a arrendar suas terras, substituindo a corvéia por pagamento em dinheiro e dando maior autonomia aos camponeses, alterando bastante as relações de produção. "Depois da acima dita pestilência, muitos edifícios, grandes e pequenos, caíram em ruínas nas cidades, vilas e aldeias, por falta de habitantes, de maneira que muitas aldeias e lugarejos se tornaram desertos, sem uma casa ter sido abandonada neles, mas tendo morrido todos os que ali viviam; e é provável que muitas dessas aldeias nunca mais fossem habitadas".

A mortalidade trazida pelas chuvas, fome e peste negra foi ainda ampliada pela longa guerra entre os reis de Inglaterra e França, que entre combates e tréguas, durou mais de um século (1337/1453): a Guerra dos Cem Anos.

A Guerra dos Cem Anos surgiu porque o rei de França, Felipe IV, anexou à região de Bordéus domínio feudal do rei da Inglaterra, de onde provinha grande parte dos vinhos que os ingleses bebiam. Deve-se também às ambições da França e da Inglaterra em dominarem a região de Flandres, rica por seu comércio e produção de tecidos.
Entre batalhas vencidas ora por ingleses ora por franceses e períodos de trégua, a guerra aumentou as dificuldades da nobreza e agravou a situação de miséria dos servos.

O recrudescimento da exploração feudal sobre os servos contribuiu para as revoltas camponesas que grassaram na Europa do século XIV, nas quais milhares deles foram mortos. Elas consistiam em súbitas explosões de resistência feroz; duravam pouco e, em regra, estavam mal organizadas. Logo que os líderes morriam ou eram feitos prisioneiros, a resistência apagava-se novamente com a mesma rapidez com que tinha começado a arder.

Por fim, um fator fundamental para a quebra das estruturas do sistema feudal foi a longa série de rebeliões dos servos contra os senhores feudais. Ainda que momentaneamente derrotados, os levantes dos servos foram tornando inviável a manutenção das relações de servidão. A partir do século XIV, com mais rapidez em algumas regiões e menor em outras, as obrigações feudais foram se extinguindo.

A conjuntura de epidemias, de aumento brutal da mortalidade e de superexploração camponesa que caracterizou a Europa do século XIV trazendo crise, foi sendo superada no decorrer do século XV, que viu a retomada do crescimento populacional, agrícola e comercial. No campo, os senhores feudais, substituindo as corvéias por salários, rompiam com o sistema senhorial de produção. Nas cidades, o revigoramento do mercado era favorecido pela ascensão dos preços das manufaturas.

Finalmente vencida pelos franceses, a Guerra dos Cem Anos fez emergir o sentimento nacional na França e na Inglaterra, favorecendo, nos dois países, a consolidação territorial e a retomada do poder político pelos reis. Os monarcas contaram com as dificuldades da nobreza e com o apoio econômico da burguesia para recuperar e fortalecer sua autoridade.

  

Viver no século XIV era ter a morte à espreita... morria-se de fome, de peste e na guerra. Por toda a Europa, a Peste Negra devastou populações inteiras de aldeias e cidades.
 
Quebra Demográfica
Os ratos transmitiam esta doença altamente contagiosa que matava em poucos dias. Todo este cenário de perigo aumentava com as guerras que pareciam intermináveis, como a Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra.
A peste, a guerra e as fomes também atingiram Portugal.
 
 
Quebra na agricultura
 
Para melhorar a situação da agricultura e evitar o abandono dos campos, D. Fernando publicou a Lei das Sesmarias: obrigava todos os donos de terras a fazê-las cultivar, sob pena de ficarem sem elas, e obrigava mendigos e vadios a trabalharem, sobretudo na agricultura.
Para proteger o comércio externo, fundou a Companhia das Naus: uma espécie de seguro destinado aos que perdessem os barcos.
Contudo, a situação do país agrava-se com a morte de D. Fernando, em 1383.
Após a morte de D. Fernando em 1383, instalou-se uma crise dinástica. Quem iria suceder-lhe no trono?
 D. Beatriz, sua filha casada com o rei de Castela ou D. João Mestre de Avis, meio irmão do rei falecido?
A subida ao trono, em 1385, de D. João I e a derrota dos castelhanos em Aljubarrota, garantiram a independência de Portugal e a abertura de uma nova etapa da história nacional: a expansão marítima.
 
 
Batalha de Aljubarrota

 

O Século XIV em Portugal
1315/19 - Fome (devido à destruição de semen­teiras por chuvas abundantes)

1333 - Fome (seca)

1348 - Peste Negra

1355/56 - Crise de cereais (seca)

1361 - Epidemias

1364/66 - Peste e crise de cereais (falta de mão­-de-obra)

1371/72 - Crise de cereais (guerra e inunda­ções)

1384 - Surto de peste (um dos maiores de sempre no país)

1384/87 - Crise de cereais (guerra com Castela)

1391/92 - Crise de cereais (falta de mão-de-obra)

1394 - Fome (falta de mão-de-obra)
 
 

Com a Revolução de 1383/85 "levantou-se um mundo novo e uma nova geração de gentes; porque filhos de homens de baixa condição, pelos seus bons serviços foram feitos cavaleiros (...) Outros recuperaram antigos títulos e fidalgias de que já não havia memória."

in Fernão Lopes, Crónica de D. João I

 

. Vamos jogar? Faz o puzzle sobre a Batalha de Aljubarrota.

(jogo retirado do sítio www.ribatejo.com/hp/index.htm)

 

 

. Palavras cruzadas sobre a Revolução de 1383/85.

(jogo retirado do sítio www.ribatejo.com/hp/index.htm)

publicado por ana às 17:13

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A peste negra

A peste negra foi a mais letal, mais terrível e mais arrasadora epidemia que já se abateu sobre a humanidade. Entendê-la no contexto astrológico permite traçar paralelos com as pandemias de nosso tempo, como a SARS, a gripe aviária e a gripe suína.

Peste Negra do século XIVAfirmo, portanto, que tínhamos atingido já o ano bem farto da Encarnação do Filho de Deus de 1348, quando, na mui excelsa cidade de Florença, cuja beleza supera a de qualquer outra da Itália, sobreveio a mortífera pestilência. Por iniciativa dos corpos superiores ou em razão de nossas iniqüidades, a peste atirada sobre os homens por justa cólera divina e para nossa exemplificação, tivera início nas regiões orientais, há alguns anos. Tal praga ceifara, naquelas plagas, uma enorme quantidade de pessoas vivas. Incansável, fora de um lugar para outro; e estendera-se, de forma miserável, para o Ocidente.

(Giovanni Boccaccio, século XIV)

De todas as “pestes” das quais conhecemos registros, uma marcou profundamente a memória coletiva. Foi o reaparecimento da peste bubônica em território europeu, durante o século XIV, quando dizimou, em quatro anos (de 1348 a 1352), de um terço a metade de toda a população do continente. Foi a mais letal, mais terrível e mais arrasadora epidemia que se abateu sobre a humanidade.

A expressão peste negra é sinônimo de peste bubônica, doença provocada pelo bacilo Yersinia pestis. Seu vetor mais freqüente

é a pulga Xenopsylla cheopis, que na época parasitava tanto o pequeno rato preto dos navios, o Rattus rattus, como o rato marrom, muito comum nos esgotos. O bacilo vive alternadamente no estômago da pulga e na corrente sangüínea do rato. Até hoje não se sabe o que precipitou a mutação do bacilo da forma inócua para a virulenta. (GUSMÃO Jr., Amiraldo M. A experiência do Apocalipse.)

A peste negra, doença provocada pelo bacilo, manifesta-se de três formas:

a pneumônica, que ataca os pulmões; a septicêmica, que infecta a corrente sangüínea; e a bubônica, a mais comum, cujo nome deriva das tumefações do tamanho de um ovo, conhecidas como bubos ou bubões, que aparecem no pescoço, nas axilas ou nas virilhas do doente nos primeiros estágios da doença. (GUSMÃO Jr., Amiraldo M. A experiência do Apocalipse.)

É provável que a peste bubônica seja a mesma doença que já assolara a Europa de forma endêmica no início da Idade Média e parecia relativamente extinta desde o século VIII. O “cataclismo do século XIV” teve origem na Ásia Central, mais provavelmente em regiões sob domínio tártaro-mongólico em torno do lago Balkash (atual Casaquistão). Os primeiros registros de sua virulência datam de 1340. Nos anos seguintes, avança rapidamente para o Ocidente e desloca-se ao longo da rota de comércio mais utilizada, à época, que era a das caravanas no Norte do Cáspio. Em 1346, já está em Astracã. Em 1347 chega ao mar Negro, na cidade de Caffa, então sitiada por um exército tártaro que sucumbe à doença. Antes, porém, do levantamento do cerco pelos sobreviventes, cadáveres de pestíferos são catapultados para dentro das muralhas da cidade, que liberta-se da guerra para acolher a enfermidade. Entretanto, Caffa libertada pode retomar seu tráfego marítimo e assim acaba por garantir a contaminação do restante da Europa.

Um navio cheio de marinheiros e comerciantes genoveses foge de Caffa e chega a Messina, na ilha italiana da Sicília, em outubro de 1347. Em janeiro de 1348 é a vez do contágio chegar a Gênova. Em fevereiro, ao porto francês de Marselha e à cidade italiana de Pisa. Em março de 1348 a peste avança sem controle para Roma e Avignon. Em maio já se espalha pela Espanha, a partir de Valência, e em junho chega a Paris. Apenas na região da Provença, no sul da França, estima-se que tenha matado entre 50% e 75% da população. Paralelamente, a peste avança em direção à Grécia, ao Egito e à região dos Balcãs.

Estava aberto o caminho para o contágio de grandes massas populacionais na França, Flandres, Inglaterra, Alemanha e países nórdicos, numa onda crescente que atingirá seu auge em 1350 e só começará a decair a partir de 1351-1352. Em poucos anos, a população da Europa vê-se reduzida em mais de um terço, ao mesmo tempo em que milhares (ou milhões) de vidas também eram ceifadas no Norte da África, na Ásia Central e na China.

Mapa da Peste Negra

Mapa da difusão da peste negra (fonte: answers.com). As cores indicam a época da chegada da peste em cada região. Marselha (França) e a região da atual Turquia foram alcançadas ainda em 1348; as áreas em vermelho, da França, Espanha, Itália e Grécia, em 1349; daí a peste se espalhou para o norte, até perder força em 1351. A região menos afetada foi a da atual Polônia e leste da Alemanha.

Assustava terrivelmente a população o aspecto enegrecido das manchas que acometiam a pele dos doentes (de onde deriva o apodo “peste negra”), os imensos infartamentos ganglionares (“bubões”) inguinais e axilares e, especialmente, a rapidez com que se davam as mortes.

A doença era aterrorizante. Os bubões purgavam pus e sangue, e eram acompanhados por manchas escuras, resultantes de hemorragias internas. Os doentes sentiam dores muito fortes e geralmente morriam em até cinco dias após a manifestação dos primeiros sintomas. No caso da forma pneumônica, o doente tinha febre alta e constante, tosse forte, suores abundantes e escarro sangrento, e morria em três dias ou menos. Em ambos os casos, tudo que saía do corpo – hálito, suor, sangue dos bubões e pulmões, urina sanguinolenta e excrementos enegrecidos pelo sangue – cheirava extremamente mal. A depressão e o desespero acompanhavam os sintomas físicos, o que levou alguns cronistas da época a dizer que "a morte se estampava no rosto dos condenados". ((GUSMÃO Jr., Amiraldo M. A experiência do Apocalipse.)

Doentes da peste negraÉ difícil estabelecer, a partir dos dados existentes, uma taxa fiel de mortalidade para esta epidemia – embora os registros da época evoquem, a todo momento, as ruas e praças atoladas pelos milhares de cadáveres que não se conseguiam sepultar, os campos e cidades completamente despovoados, a miséria e a fome crescentes dos sobreviventes etc. Ainda assim, esta epidemia passa para a História como a catástrofe mais brutal já experimentada pela humanidade, e também a de maior alcance social.

A peste do século XIV não varreu apenas o continente europeu. Apesar da maior escassez de documentos em relação ao Oriente, sabe-se que algumas regiões da China conheceram taxas de mortalidade tão altas quanto 50 a 70% entre seus habitantes. É possível, inclusive, que a peste tenha contribuído para o empobrecimento da população e o enfraquecimento político do império mongol, favorecendo, em alguma medida, a ascensão ao poder da dinastia Ming em 1368.

Tal cataclismo, em toda a sua extensão e pavor, jamais voltou a ocorrer na história humana e gostaríamos de acreditar que possuímos já os instrumentos e a terapêutica necessários para fazer frente a uma ameaça desse tipo. Todavia, é também possível que o recente surgimento das “viroses emergentes”, responsáveis pelas chamadas “febres hemorrágicas” atuais, sirvam de alerta para a possibilidade de que os vírus venham a exercer, no mundo moderno, o mesmo papel que os bacilos e as bactérias exerceram no mundo antigo e medieval: uma ameaça concreta de disseminação descontrolada de uma doença de caráter extremamente agudo, fatal e desprovido de terapêutica conhecida.

Antes de analisar a peste negra do ponto de vista astrológico, cumpre contextualizá-la na história das grandes epidemias e das concepções de saúde pública que visavam ao seu combate. É o que faremos nos dois capítulos seguintes.

O mapa do horror na Europa

A morte - representação medievalA compreensão astrológica da peste negra representa um desafio quase insuperável, permitindo, porém, algumas aproximações bastante reveladoras. O primeiro dado a considerar é que a fase de máxima virulência do flagelo – aquela que vai de 1348 a 1352 – está totalmente contida no trânsito de Netuno pelo signo de Aquário, que se inicia em 1343 e estende-se até 1357.

É de senso comum que transformações coletivas de grande alcance devam ser significadas pelos planetas exteriores do sistema solar, aqueles que, pela sua marcada lentidão, identificam os ciclos que afetam toda a massa de seres humanos, constituindo o pano de fundo onde vão operar os planetas rápidos, mais identificados com o nível de atuação individual. Urano, Netuno e Plutão, planetas mais lentos e mais distantes do Sol, são invisíveis a olho nu e não faziam parte do universo conhecido até serem progressivamente descobertos ao longo dos dois últimos séculos. A peste negra, cuja etiologia nossos antepassados eram incapazes de imaginar, provocada por um bacilo microscópico e invisível, tem analogia direta com estes planetas.

Aqui começa um pequeno trecho deste artigo em que foi necessária uma correção em relação ao texto original. Na primeira publicação, em 1998, utilizamos a data de 1º de novembro de 1348 para levantar o mapa da chegada da peste negra à Europa. A data apresentava erro de um ano, invalidando as observações baseadas no mapa correspondente.

Há registro histórico de muitas datas que poderiam servir como ponto de partida para a análise do significado da peste negra. Na falta de um marco mais preciso, podemos considerar que configurações marcaram os céus no período de outubro de 1347 a fevereiro de 1348, caracterizando os cinco meses que foram decisivos para a disseminação da epidemia na Europa. O que vemos é bastante revelador:

Urano e Plutão estão em Áries. Netuno ocupa o signo de Aquário enquanto Saturno se encontra em Peixes (considerando regências modernas, teríamos aí um caso de recepção mútua, ou troca de domicílios, com efeito semelhante ao de uma conjunção). Saturno em Peixes parece lembrar o papel do mar na propagação da doença. São as viagens marítimas (Peixes) que trazem para a Europa o pequeno rato negro (Saturno) infectado com o bacilo da peste.

Júpiter, finalmente, está em Touro, em quadratura com Netuno. Os contatos Júpiter-Netuno parecem favorecer a expansão de pandemias, já que são dois planetas relacionados à ideia de crescimento desordenado e ausência de limites. Normalmente Júpiter é lembrado como planeta da abundância, da acumulação, da assimilação e do status quo. Entretanto, quando envolvido em configurações mais difíceis pode indicar processos de hipertrofia, inchaço, congestão.

A partir deste parágrafo retomamos o texto original, de 1998.

É interessante notar que o primeiro período da peste bubônica na Europa – aquele que se encerrara no século VIII, quase seiscentos anos antes da Grande Peste – caracterizou-se por um inexplicável ciclo de agravamentos a cada doze anos, fato que se repetiu ininterruptamente ao longo de mais de um século. Ora, doze anos correspondem a uma órbita completa de Júpiter em torno do Sol, o que poderia indicar, talvez, a presença de um componente jupiteriano na peste bubônica. Este planeta rege o fígado, exatamente o órgão encarregado da filtragem do sangue contaminado pelo bacilo. A sobrevivência ou a morte do infectado dependia, em última análise, da capacidade de seu fígado para resistir à sobrecarga. Era o colapso da função hepática que originava o sangue pútrido. Fígado e baço hipertrofiavam e a morte sobrevinha pelo choque da toxemia (que é sangüínea e causa taquicardia, prostração, a facies de intenso sofrimento e coma).

Porto de Marselha no século XIVNo século XIV Marselha era um ativo porto no Mediterrâneo, sendo local de embarque e desembarque de tropas militares e uma das portas de entrada do comércio de artigos vindos do Oriente. Tal atividade tornou a cidade muito exposta aos riscos de epidemias, como a Peste Negra.


A sociedade medieval vinha sendo até então uma sociedade de classes fechadas, com oportunidades de mobilidade e ascensão quase inexistentes. As diferenciações entre nobres, clérigos e camponeses, justificadas pela ideologia religiosa, constituíam barreiras intransponíveis que contribuíam para manter a imutabilidade do status quo. O renascimento do comércio e da vida urbana, por volta do século XI, assim como a crescente importância da burguesia e o surgimento de movimentos heréticos, não haviam sido ainda suficientes para provocar fissuras realmente importantes nesta estrutura. Com a peste negra, ocorre uma desorganização da vida social numa escala sem precedentes. Nas regiões atingidas, o incontável número de mortes despovoa campos e cidades, e o terror da contaminação provoca a debandada da população remanescente. É um verdadeiro “salve-se quem puder”, que iguala no pânico sacerdotes e mercadores, camponeses e altos dignitários da nobreza. A peste é democrática: ceifa vidas em todas as classes, invade indiscriminadamente choupanas e mosteiros e destrói laços comunitários, conforme nos informa Amiraldo:

A peste era o tipo de calamidade que não inspirava solidariedade. O fato de ser asquerosa e mortal não aproximava as pessoas num sofrimento mútuo, mas apenas aumentava seu desejo de escapar da mesma sorte. Desse modo, a fuga era generalizada. Fugiam os magistrados e notários, que se recusavam a fazer o testamento dos agonizantes, fugiam os padres, em pânico diante da perspectiva de ouvir as confissões dos moribundos, e fugiam os médicos, o que só piorava o quadro geral. Para muitos, o fim do mundo era tido como certo, o que os levava a procurar o esquecimento no prazer sem freios (...). (GUSMÃO Jr., Amiraldo M. A experiência do Apocalipse.)

publicado por ana às 17:11

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A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA

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A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA
A D. Afonso Henriques não bastava a autonomia do Condado Portucalense;
ele queria a sua total independência.
Para tal, teve de lutar em várias frentes:
  1. Era necessário combater o rei de Leão, a norte, para ficar com o território independente.
  2. Era necessário alargar o condado para sul contra os muçulmanos - prosseguir a Reconquista.
  3. E era preciso arranjar maneira que o futuro reino de Portugal fosse reconhecido pelos outros reinos, principalmente pelo Papa.
    É que, no século XI, o Papa era mais importante que os reis e todos respeitavam as suas decisões e opiniões.
    E foi esta a política de D. Afonso Henriques para fundar o reino de Portugal!
A sua luta veio a ter sucesso:
o rei de Leão e Castela reconheceu a independência de Portugal: Tratado de Zamora, assinado em  1143;
o território português foi alargado até à linha do rio Tejo;
o Papa reconhece o reino de Portugal em 1179, através da Bula Manifestis Probatum.
 
 
ASSALTO A SANTARÉM

 

 A tomada de Santarém foi um acontecimento de grande importância, pois conquistá-la era ter nas mãos um baluarte de primordial valor, centro de uma região fertilíssima e donde se poderiam lançar novos ataques ao próprio coração muçulmano da Península.
 Consciente disso, D. Afonso Henriques preparou um ataque surpresa.
Aproveitando um período de tréguas com os muçulmanos da linha do Tejo, enviou Mem Ramires com a missão de estudar as defesas do castelo e as possibilidades de um possível ataque à fortaleza.
Mem Ramires voltou com boas esperanças e, desde logo, foi preparado o ataque.
Este foi desencadeado de surpresa na calada da noite, e fez-se rápido e fulminante.
Na manhã do dia 15 de Março de 1147, Mem Ramires hasteou o pendão Português e Santarém nunca mais deixou de desempenhar um papel de relevo na História Portuguesa.
A CONQUISTA DE LISBOA

 

 Após a conquista deSantarém em 1147, sabendo da disponibilidade dos Cruzados em ajudar, as forças de D. Afonso Henriques prosseguiram para o Sul, sobre Lisboa.

As forças portuguesas avançaram por terra, as dos Cruzados por mar, penetrando na foz do rio Tejo; em Junho desse mesmo ano, ambas as forças estavam reunidas, iniciando-se as primeiras escaramuças nos arrabaldes a Oeste da colina sobre a qual se erguia a cidade de então, hoje a chamada Baixa.
catapulta
Após violentos combates, tanto esse arrabalde, como o de Leste, foram dominados pelos cristãos, impondo-se dessa forma o cerco à opulenta cidade mercantil.
Bem defendidos, os muros da cidade mostraram-se inexpugnáveis. As semanas passavam-se com surtidas dos sitiados, enquanto as máquinas de guerra dos sitiantes lançavam toda a sorte de projécteis sobre os defensores, o número de mortos e feridos ia aumentando de parte a parte.
No início de Outubro, os trabalhos sob o alicerce da muralha tiveram sucesso ao fazerem cair um troço dela, abrindo uma brecha por onde os sitiantes se introduziram, denodadamente defendida pelos defensores. Por essa altura, uma torre de madeira construída pelos sitiantes foi aproximada da muralha, permitindo o acesso ao adarve.
Torre de assalto
 Diante dessa situação, na iminência de um assalto cristão em duas frentes, os muçulmanos, enfraquecidos pelas escaramuças, pela fome e pelas doenças, capitularam a 24 de Outubro.

 

Entretanto, somente no dia seguinte, o soberano e suas forças entrariam na cidade, nesse meio tempo violentamente saqueada pelos Cruzados.

 

Resolve a ficha de exercícios:
http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/hgp5.afhenrind.htm

 

 

publicado por ana às 16:55

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