Terça-feira, 17 de Março de 2009

A Terra e o sistema solar

 

 

A ÁFRICA

É o 3º maior continente (22% da área total dos  continentes), com 30 330 000 Km². Tem uma costa pouco recortada e situa-se quase todo na zona Tórrida, sendo por isso o mais quente. É em África que se situa o maior deserto do mundo, o Saara, e o mais comprido rio, o Nilo. Apenas 6% do deu solo é arável mas possui as maiores riquezas minerais que há no mundo.

Em 1990 tinha 627 milhões de habitantes, o que correspondia a 12% da população mundial.

O seu ponto mais elevado é o Kilimanjaro com 5.895 metros de altitude.

 

A EUROPA

 

Com 10.530.000 km², é quatro vezes menor do que a Ásia, continente a que está unida.

É o mais densamente povoado.

 

Apresenta uma costa muito recortada, com vários mares e penínsulas.

 

A OCEANIA

 

A

A Oceania é um continente que compreende a Austrália, a Nova Zelândia e inúmeras ilhas do Pacífico e Índico (mais de 10000).

Tem uma área de cerca de 9.000.000 km² e é o mais pequeno continente.

Está situada entre o Oceano Índico e o Oceano Pacífico. A Oceania é o mais pequeno continente e é pouco povoado.

 

 

 

A Terra é o 5º maior planeta do sistema solar e o terceiro a partir do Sol.

Tem forma esférica, ligeiramente achatada nos pólos. Vista do espaço tem uma cor azulada devido à enorme massa de água que a cobre. Tem um satélite natural, a Lua.

 

Também a Terra tem a sua História.

Ter-se-á formado há cerca de 4,65 biliões de anos!

Inicialmente existiria apenas um único oceano - Pantalassa - que rodearia todas as terras. Estas constituíam um único continente - a Pangeia. Mas poderosos movimentos internos, que ainda hoje ocorrem, foram provocando fracturas e mudanças de posição da superfície terrestre.

Assim, foram-se formando os continentes e oceanos tal como os conhecemos hoje (que não estão fixos, continuam a mover-se...).

 

Os continentes são seis e ocupam cerca de 1/4 da sua superfície: Europa, Ásia, África, América, Oceania e Antárctida.

Os Oceanos são cinco e ocupam cerca de 3/4 da sua superfície: Atlântico, Pacífico, Índico, Glaciar Árctico e Glaciar Antárctico.

 

 

 

 

COMO REPRESENTAR O NOSSO PLANETA...

 
Sabes indicar quais são os cinco oceanos e os seis continentes?

 

Globo Terrestre

 

O globo terrestre é a melhor forma de representar a Terra pois tem uma forma muito semelhante a ela - é como se a olhássemos de longe.

Mas tem alguns inconvenientes: não é fácil de transportar e não mostra a superfície terrestre em pormenor.

 

 

Mapas e Planisfério

 

Pelo contrário, os mapas, apesar de deformarem a forma real da Terra, porque a representam de forma plana, permitem-nos localizar os diferentes locais mais em pormenor.

Ao mapa que representa toda a superfície terrestre dá-se o nome de planisfério.

 

São elementos integrantes de um mapa a escala e a legenda.

 

 

 

 

Paralelos

   

Para melhor estudar a superfície terrestre, dividimo-la em linhas imaginárias:

O eixo da Terra, em torno da qual faz o seu movimento de rotação, e que a intersecta nos pólos (Norte e Sul).

O Equador que divide a Terra em dois Hemisférios, o Norte e o Sul.

Os Trópicos de Câncer e de Capricórnio, linhas paralelas ao Equador, que separam as zonas temperadas da zona quente.

Os Círculos Polares Árctico e Antárctico, também paralelos ao Equador, que separam as zonas temperadas das frias.

Os Meridianos

Os Meridianos são linhas perpendiculares ao Equador.

Os fusos horários são estabelecidos com base neles.

Em Portugal regulamo-nos pelo Meridiano de Greenwich.

 

Rosa-dos-Ventos

Pontos cardeais

N - Norte ou Setentrião

S - Sul ou Meridião

E - Este, Leste ou Oriente

O - Oeste ou Ocidente

Pontos colaterais

NE - Nordeste

NO - Noroeste

SE - Sudeste

SO - Sudoeste

A Rosa-dos-Ventos é um esquema em forma de estrela que representa as diferentes direcções dos pontos cardeais e dos pontos colaterais. Todos os mapas devem conter, pelo menos, a indicação de Norte. 

 

 

(A direcção O - Oeste - pode vir indicada com W, do inglês West.)

 

 

Antigos mapas portugueses tinham a indicação de Este ou Oriente mais destacada devido ao domínio português nessa zona.

 

Em orientação, um dos aparelhos mais usados é a Bússola. A sua agulha, por magnetismo, indica sempre o Norte (magnético).

 

 

 

   

 

 

publicado por ana às 23:22

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Península Ibérica: situação geográfica

 

  

Península Ibérica - Localização e limites
Informação retirada do livro HGP - 5.º Ano, Texto Editores


Uma península é uma porção de terra rodeada de mar por todos os lados, excepto por um.

A Península Ibérica é a região da Europa onde ficam Portugal e Espanha.



A Península Ibérica localiza-se no extremo sudoeste da Europa e tem como limites:

  • o oceano Atlântico, a norte, a oeste e a sul;

     
  • o mar Mediterânico, a sul e sudoeste;

     
  • a cadeia montanhosa dos Pirinéus a nordeste.
     


A posição geográfica da Península Ibérica nem sempre favoreceu a comunicação com outras regiões do mundo.

Porém, a Península Ibérica foi, muitas vezes, local de passagem, permanência e fixação de povos vindos de África, da Ásia e da restante Europa.
 

 

 formas de relevo...

 

A - Montanha - formas de relevo muito elevadas.

B e E - Planalto - terrenos quase planos a grande ou média altitude (entre 200 a 1000 metros)

C - Encosta ou Vertente - direcção da inclinação do relevo.

D - Vale - zona baixa, alongada entre montanhas.

F - Planície - áreas planas e a baixa altitude (inferior a 200 metros)

 

 

RELEVO DA PENÍNSULA IBÉRICA

 

A Península Ibérica apresenta diversas formas de relevo:

 

montanhas, isto é, grandes elevações de terreno geralmente cortadas por vales profundos; as principais são: Pirenéus; Montes Cantábricos, Montes Ibéricos, Cordilheira Central e Cordilheira Bética;

planaltos, isto é, grandes extensões de terreno plano a grande ou média altitude; o principal é o Planalto Central;

planícies, isto é, grandes extensões de terreno plano de baixa altitude; as principais situam-se na costa e nos vales dos grandes rios: Tejo, Douro, Guadiana, Guadalquivir, Júcar e Ebro.

 

 

 

Devido a esta localização geográfica muito favorável e ao seu clima temperado, a Península Ibérica foi desde sempre um local de passagem e fixação de vários povos.

 

 

A Península Ibérica situa-se no Hemisfério Norte, no extremo sudoeste do continente europeu.

É uma península porque está rodeada de água por todos os lados menos por um - o istmo (os Pirenéus).

Tem uma longa linha de costa mas pouco recortada.

Os seus limites naturais são:

o Oceano Atlântico - a norte, oeste e sul;

o Mar Mediterrâneo - a sul e a este;

os Pirenéus - a nordeste, que constituem o seu istmo.

A sul aproxima-se de África através do estreito de Gibraltar.

Nela se situa o ponto mais ocidental de toda a Europa: o Cabo da Roca, em Portugal.

 

 

Clica no planisfério e vem fazer o teste...

 

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Os rios

Nascente - onde nasce o rio.

Foz - onde desagua o rio, no mar.

Margem esquerda - de costas para a nascente, encontra-se do nosso lado esquerdo.

Margem direita - de costas para a nascente, encontra-se do nosso lado direito.

Leito - onde corre o rio.

Caudal - quantidade de água do rio.

Rede hidrográfica - conjunto do rio e seus afluentes.

Bacia hidrográfica - zona ocupada pelo rio e seus afluentes.

 

 

 

 

A Península Ibérica na Europa e no Mundo 5º Ano

 
Jogo da Glória

 

publicado por ana às 23:18

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As primeiras comunidades recolectoras


 Ambiente natural e primeiros povos

 

 Citânia de Briteiros

 
 

 

Descobre os desenhos que os povos recolectores faziam nas suas grutas (ARTE RUPESTRE) Clica na figura...

 

 As primeiras comunidades recolectoras

 COMO TUDO COMEÇOU...

Desde há muitos milhares de anos que a Península Ibérica é habitada pelo Homem. O clima era muito frio.Os primeiros homens dependiam completamente da Natureza. Por isso, precisaram de se esforçar muito para vencer os perigos e as dificuldades que os rodeavam.

 

  • LUTAVAM PELA SOBREVIVÊNCIA

Para sobreviverem tinham que recolher da Natureza tudo o que necessitavam. Para se alimentarem apanhavam frutos, raízes, folhas, pescavam e caçavam, isto é, viviam da recolecção. Recolhiam da Natureza tudo o que precisavam.

  • ERAM NÓMADAS

Para caçar os animais, tinham de os seguir. Ora, como estes se deslocavam conforme as estações do ano em busca de alimentos, os recolectores não podiam viver permanentemente no mesmo local. Eram, por isso, nómadas.

  • PROTEGIAM-SE DO FRIO hotstuff_gifmix1-330.gif (9021 bytes)

Para se protegerem do frio, cobriam-se com as peles dos animais que caçavam, depois de preparadas. Também construíam refúgios com paus e ramos de árvores entrelaçados ou peles de animais, ou então abrigavam-se em cavernas naturais. O Homem aprendeu a usar e produzir o fogo. Este era muito importante pois não só aquecia, como iluminava. Com o fogo, também cozinhava os alimentos, aquecia pedras antes de serem talhadas e espantava os animais ferozes que rondavam a caverna.

  • FABRICAVAM INSTRUMENTOS 

Os primeiros instrumentos que o Homem utilizou foram os paus e pedras que encontrava na Natureza. Mas, ao longo do tempo, e para as diferentes actividades, passou a fabricar utensílios variados de madeira, pedra e osso.

 

 

  • VIVIAM EM GRUPO

Os recolectores viviam em grupos e só o esforço de todos permitia a sua sobrevivência. A captura de grandes animais e a falta de armas adequadas exigia força e habilidade. Isso levava-os a juntarem-se e entreajudarem-se.

  • ERAM ARTISTAS

Os recolectores gravavam e pintavam animais nas paredes das cavernas em que se abrigavam. Possivelmente, faziam isso porque acreditavam que lhes trazia sorte para a caçada ou abundância de comida para o grupo. Mas o significado desta arte continua a ser, para nós, um mistério. A propósito da arte rupestre vê o vídeo...

  As comunidades agro-pastoris

 

 

 Primeiros povos - Correspondência

 

 

 

 

 

Continentes - associação

 

 

Península Ibérica - Puzzle

 

 

Continenetes e Oceanos (sopa de letras)

 

 

Comunidades recolectoras e agro-pastoris (associação)

 

  

Celtas, Celtiberos, Iberos e Lusitanos 

 

 

 

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 Clica na imagem e realiza o teste...

 
 

 

Arte Rupestre no Vale do Côa Documento multimédia consistente sobre Arte Rupestre no Val do Côa.

As comunidades agro-pastoris.

 

Refere as vantagens das comunidades agro-pastoris quanto à descoberta da agricultura e quanto à domesticação de animais.
 

O Domínio do Fogo

 

 



Refere e explica as vantagens do domínio do fogo pelas comunidades recolectoras.
 

 

O Cristianismo

 

 

 Tendo sido anteriormente surrado pelos judeus, chega agora a vez dos romanos. Sabe-se que os castigos corporais dos soldados romanos eram muito sangrentos, deixando ferimentos por todo o corpo. Estes golpes devem ter sido bastante dolorosos Além disso, uma coroa de espinhos foi rudemente posta na sua cabeça, a qual era capaz de irritar gravemente os nervos mais importantes causando uma dor cada vez mais intensa e bastante aguda com o passar das horas. O sofrimento de Cristo foi muito.


Que princípios defendidos por Jesus Cristo levaram os Romanos a perseguir os primeiros cristãos?

Procura saber mais sobre o sofrimento de Jesus.
Procura conhecer melhor a história de Jesus.

 

 

 

 

Desde há muitos milhares de anos que o Homem habita a Península Ibérica. Vieram de África através do estreito de Gibraltar.

Esses primeiros homens viviam em pequenos grupos; tiveram de ser muito hábeis e  só o esforço de todos lhes permitia vencer as dificuldades: o frio era intenso, a neve era muita, dependiam totalmente do que a Natureza lhes dava porque as suas técnicas eram muito primitivas.

Eram recolectores, isto é, viviam apenas do que recolhiam através da pesca, da caça, da apanha de frutos, raízes, folhas.

  

 

 

 

 

Comunidades agro-pastoris

Há cerca de 15 mil anos, o clima da Terra mudou: a temperatura aumentou e os gelos recuaram para as zonas polares.

Na Península Ibérica, a temperatura tornou-se mais amena, aumentaram as zonas habitáveis, mudou a vegetação e os animais que aqui viviam.

Mudou também o modo de vida das comunidades da Península, adaptando-se ao novo ambiente natural.

 

O Homem...

... dedicou-se à pastorícia: começou a domesticar animais como o porco, a cabra, a vaca, a ovelha, o cão e o cavalo;

... e à agricultura: iniciou o cultivo de trigo, cevada, centeio, favas, linho;

... tornou-se, por isso, sedentário: vivia em aldeias e produzia os seus próprios alimentos, já não precisando de se deslocar permanentemente para recolher alimentos;

... utilizou novas técnicas como a cestaria, a olaria e a tecelagem: para guardar os produto das colheitas fabricou cestos e vasos de barro; com a fibras vegetais e animais (o linho e a lã) fabricou tecidos;

... usou novos utensílios: apesar de continuar a usar a pedra, a madeira e o osso, fabricou novos utensílios como a foice, a enxada, a mó, o arado, a roda;

... mais tarde, descobriu os metais e praticou a metalurgia: primeiro, o cobre e o bronze; com a chegada dos Celtas, o ferro e o ouro; tanto eram usados em utensílios como em armas ou adornos.

 

 

 

Os Celtiberos

Aos Iberos que já habitavam a Península, vieram juntar-se os Celtas, vindos de Norte, que se fundiram dando origem aos Celtiberos.

As comunidades agro-pastoris viviam em aldeias nos vales dos rios ou no cimo dos montes. Estas últimas, geralmente rodeadas de muralhas para defesa em caso de guerra, são os castros.

As suas casas eram pequenas, de pedra, geralmente circulares, com chão de terra batida e tecto de colmo.

 

Estes povos já prestavam culto aos mortos: construíram grandes monumentos de pedra, os megalitos, como antas ou dólmenes e menires.

  

 

Povos do Mediterrâneo

Há muitos séculos, Povos do Mediterrâneo visitaram a Península Ibérica, atraídos pelas suas riquezas naturais. Primeiro, os Fenícios, depois os Gregos e mais tarde os  Cartagineses.

Dedicavam-se ao comércio e vieram por mar, aproveitando as águas calmas do Mediterrâneo. Da Península, levavam metais como cobre, estanho, ouro e prata. Trocavam-nos por armas, tecidos, estatuetas e peças em vidro e cerâmica.

Eram povos mais evoluídos  o que permitiu aos povos da Península (Celtas, Iberos e Celtiberos) aprenderem novas técnicas artesanais (cerâmica e vidro), a conservação dos alimentos pelo sal com os Cartagineses, o uso da moeda e a escrita fenícia.

 

 

Estrabão (geógrafo do Século I), Geografia (adaptado)

 

Os Lusitanos

"O seu principal alimento é a carne de cabra... Nas três quartas partes do ano o único alimento na montanha são as glandes de carvalho que, secas, quebradas e pisadas, servem para fazer pão.

Uma espécie de cerveja feita com cevada é bebida vulgar, enquanto o vinho é raro. Comem sentados - para isto há bancos de pedra, dispostos em roda das paredes e em que os convivas tomam lugar segundo a idade e a posição. A comida circula de mão em mão...

Nas terras interiores só se conhece o comércio de troca, ou então cortam-se lâminas de prata em bocadinhos que se dão em pagamento do que se compra."

 

O Homem...

... protegia-se do frio... construindo refúgios e vivendo em cavernas; vestindo-se de peles dos animais que caçava;

... fabricava instrumentos... de madeira, pedra, osso;

... dominava o fogo... para se aquecer, cozinhar os alimentos, iluminar as cavernas, afugentar os animais ferozes;

... era nómada..., isto é, deslocava-se permanentemente em grupo, procurando os locais onde viviam os animais que caçavam;

... era artista e mágico... fazendo pinturas e gravuras nas paredes das cavernas ou nas rochas - arte rupestre.

Ainda hoje é um mistério o seu significado mas, possivelmente, faziam-no para trazer sorte às caçadas e abundância de alimentos.

 

 

Se quiseres saber um pouco mais sobre os povos primitivos, vê este filme: 10.000 A.C.!!

 

 

 

Os Primeiros Povos

 

A Península Ibérica é habitada há muitos milhares de anos.

 

Os Povos que habitavam a Península Ibéria eram Nómadas, viviam da caça, da pesca e dos frutos silvestres. Com a descoberta da agricultura, estes povos vão- se fixando junto dos rios e das terras mais férteis e constróem povoados.

 

Iniciam-se as primeiras invasões.

 

v     Os Iberos foram o primeiro povo a habitar a Península Ibérica. Vieram do centro da Europa.

 

v     Mais tarde, surgiu um povo guerreiro e agricultor – os Celtas.

v     Os Iberos e os Celtas acabaram por se unir, dando origem aos Celtiberos, aos Lusitanos e a outros povos.

Os Lusitanos ocuparam uma grande parte do território. Um dos grandes chefes lusitanos foi Viriato, célebre pela forma como combateu os exércitos romanos, que entretanto também invadiram a Península Ibérica.

 

v     Vindos do Mar Mediterrâneo, surgiram outros povos mais evoluídos, os Fenícios, os Gregos e os Cartagineses.

 

 

 

 

 

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publicado por ana às 23:15

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Os Romanos na Península Ibérica

Os Romanos na Península Ibérica

  Queres saber um pouco mais sobre o início deste Império? Vê o vídeo seguinte:

  

 

 

 ATLAS

 

 

 Mapa do império romano: Descobre onde fica a Lusitânia (LUSITANIA) e a Panónia (PANNONIA, antiga Hungria), terra de onde era natural S. Martinho.

 

 

 A ROMANIZAÇÃO

 

 

Os Romanos

 

 A Romanização

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    Como os romanos levavam a água à cidade....

    Para proporcionar águadestinada ao consumo e à limpeza, a cidade de Roma era provida de 14 grandes aquedutos que traziam água de fontes distantes através de condutos subterrâneos ou suspensos. No início da era cristã, eles proporcionavam à cidade cerca de 200 milhões de litros de água por dia. Os romanos implantavam também sistemas de água e esgoto nas principais regiões que conquistavam.
    Muitas outras cidades do Império também tinham rede de esgotos e de água ao domicílio, como acontecia em Conímbriga, por exemplo.

     

     

     

    os romanos na Península Ibérica - clica no legionário e descobre aspectos da cultura romana...

     

     

    A Romanização da Península Ibérica

     

     
    Olá meninos!
    Com a presença dos romanos na Península Ibérica muitos povos indígenas foram romanizados. O que entendes por Romanização?

     

     

    O Império Romano

     


    Explica por que razão os romanos chamavam "mare nostrum" ao Mar Mediterrâneo.

     

     

     

    Ao som do mar, uma praia de areias brancas e sol brilhante! Numa pequena ilha algures no Mediterrâneo emerge uma pequena civilização.
    Sob a tua liderança começa uma era de riqueza e exploração.
    É este o espírito do Ikariam. É um jogo gratuito e on-line, não necessitas de instalar nenhum programa.
    Para entrar no jogo, clica AQUI.

     

     

     

     

    Há cerca de 2200 anos a Península Ibérica foi conquistada por um povo muito poderoso: os Romanos.

    Este povo era originário de Roma, na Península Itálica, mas cedo alargaram o seu território conquistando territórios em torno do Mar Mediterrâneo a que passaram a chamar "mare nostrum" - o nosso mar.

    Com estas conquistas, os Romanos pretendiam aumentar os seus territórios, apoderar-se das riquezas naturais dessas zonas e dominar o comércio do Mediterrâneo.

     

     

     

     

     

     A Resistência dos Lusitanos

     

     

     

    Os Romanos tinham um forte exército, muito organizado e bem armado o que lhes permitiu conquistar este vasto império, isto é, um conjunto de territórios habitado por vários povos mas sujeitos ao poder de um mesmo chefe - o imperador.

     

    Na Península Ibérica, um dos povos que mais resistiu ao exército romano foram os Lusitanos. Embora tivessem um exército mais fraco e menos organizado, utilizaram tácticas de guerra como os ataques de surpresa que desnorteavam os Romanos. Um dos mais famosos chefes dos Lusitanos foi Viriato.

     

    "Os Lusitanos foram cercados pelas tropas romanas e já tinham resolvido entregar-se e implorar a paz. Surgiu, então, de entre eles Viriato, opondo-se a tal resolução. Este dividiu a tropa em pequenos grupos e atacou em várias frentes, escolhendo os sectores mais fracos das tropas romanas. O grupo de cavaleiros de Viriato atravessou o cerco, foi arrastando o exército romano até entrarem num fundo desfiladeiro. Quando os Romanos passavam esse apertado desfiladeiro, onde não tinham possibilidade de manobra, os Lusitanos escondidos nas encostas da montanha caíram sobre eles causando muitas mortes. Daí por diante, e até à morte de Viriato, este soube conduzir os Lusitanos quase sempre à vitória, numa luta sem descanso."

    in Dicionário de História de Portugal,"Viriato" (adaptado)

     

     

     

     

    Romanização

    Os Romanos trouxeram muitas inovações que foram alterando o modo de vida dos povos peninsulares:

     

    novas culturas como a vinha e a oliveira;

    exploração de minas;

    desenvolvimento de indústrias como a salga de peixe, olaria e tecelagem;

    novos materiais de construção como as telhas, os tijolos e os mosaicos;

    novos utensílios como ânforas, talhas, candeias, jóias;

    o uso generalizado da moeda para o comércio;

    uma rede de estradas e pontes para unir as diversas cidades a Roma e facilitar a circulação do exército e das mercadorias;

    novas cidades com teatros, templos, balneários públicos com água quente (termas), aquedutos, monumentos;

    um novo tipo de casa, coberta com telha, jardins interiores, repuxos de água, mosaico a cobrir o chão;

    uso do latim como língua falada na Península e que está na base das línguas latinas (português, espanhol, francês, italiano, romeno);

    uso da numeração romana;

    a partir do século IV, o Cristianismo passou a ser a religião oficial de todo o Império Romano.

     

    A estas transformações da paisagem e modo de vida dos povos peninsulares por influência dos Romanos chamamos Romanização.

     

     

    Povos Bárbaros

    Em volta do Império Romano viviam povos a quem os Romanos chamavam "Bárbaros" por não falarem latim nem terem os mesmos hábitos. A partir do século III começaram a deslocar-se para Oeste, invadindo o Império e derrotando as legiões romanas. Assim se deu a queda do Império Romano a Ocidente.

    No século V (ano de 409) passaram pela Península Ibérica  Alanos e Vândalos, a caminho do Norte de África, e Suevos e Visigodos que aqui se estabeleceram.

    No entanto, após anos de guerra, os Visigodos venceram os Suevos, passando a dominar toda a Península. A capital do reino dos Visigodos era Toledo.

    A pouco e pouco, os Visigodos foram adoptando o modo de vida romanizado dos povos peninsulares, tendo-se até convertido ao Cristianismo.

     

     

    Roma  tornou-se um grande Império essencicalmente graças ao seu poderoso exército!

     

 

 

 

 
publicado por ana às 23:11

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Os Muçulmanos na Península Ibérica

  Os Muçulmanos ou Mouros

  
No ano de 711, a Península Ibérica foi invadida pelos Muçulmanos. Estes falavam a língua árabe e tinham uma cultura avançada.
Desenvolveram-se em muitas áreas:
Ø      Agricultura: - introduziram a nora e várias culturas (amendoeira e laranjeira).
Ø      Matemática: - introduziram a numeração árabe.
Ø      Ciência: - Deixaram invenções como a bússola
 
Este povo conquistou quase toda a Península, com excepção de uma pequena região a norte que continuou cristã.

 

 

 

No século VIII (711) a Península Ibérica foi de novo invadida, desta vez pelos Muçulmanos vindos do Norte de África.

Quem eram os Muçulmanos?

Os Árabes são originários da Península da Arábia, uma zona desértica da Ásia, situada entre o Mar Vermelho e o Golfo Pérsico. Muito pobres, viviam divididos em tribos, dedicavam-se à pastorícia e ao transporte de mercadorias através do deserto. A sua principal cidade era Meca onde, no século VII, Maomet funda uma nova religião - o Islamismo - a que se converteram todas as tribos.

Os seguidores desta religião são os Muçulmanos.

 

  

Por que se expandiram os Muçulmanos?

 

Após a morte de Maomet, os Muçulmanos iniciaram a sua expansão para a Ásia, o Norte de África e a Península Ibérica.

Pretendiam:

expandir o Islamismo, procurando converter outros povos à sua religião;

procurar novas terras e riquezas, para melhorar as suas condições de vida.

Em 711, os Muçulmanos invadem a Península Ibérica, derrotam os Visigodos na batalha de Guadalete e em poucos anos ocupam todo o território, à excepção de uma zona a Norte, as Astúrias.

   

 

O período da Reconquista

 

 

 Agricultura

 

A Reconquista foi lenta, feita de avanços e recuos e durou cerca de oito séculos...

Mas nem sempre cristãos e muçulmanos estavam em guerra.

Houve também períodos de paz onde a convivência entre os dois povos era maior, permitindo a tolerância e o respeito por tradições, costumes, e até pela religião de cada um.

 

 

 

O Islamismo

Actualmente, os Muçulmanos são mais de 800 milhões, distribuídos principalmente pela Ásia e pela África.

Em Portugal vivem cerca de 16 000 muçulmanos.

 

 

 

A HERANÇA MUÇULMANA

Os Muçulmanos tinham uma civilização muito desenvolvida. Por isso, trouxeram muitos conhecimentos para os povos peninsulares, sobretudo, na agricultura, ciências, técnicas, arte, música, literatura.

  

 

Os Muçulmanos na Península Ibérica

 

 OS MUÇULMANOS NA PENÍNSULA IBÉRICA   

aprende maisaqui

 

e aqui

 

 

 

 

  

Mapa do Império Muçulma no no século VIII

 

 

 Os Árabes

 

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A HERANÇA MUÇULMANA...
PALAVRAS DE ORIGEM ÁRABE


 

No vocabulário português muitas palavras de origem árabe, entre as quais o nome de muitas terras portuguesas começadas por Al.


 

- Alimentação - açorda, açúcar, aletria, chicharro, cherne, limão, xarope, azeitona, tremoço, arroz;


 

- Agricultura -alface, alfarroba, abóbora, alcachofra, azeite, laranja;


 

- Técnicas hidráulicas - azenha, nora, açude;


 

- Pesos/medidas - arroba (15 Kg), alqueire (15 ou 12 litros), almude (25 litros);


 

- Objectos de uso doméstico -alcatifa, almofada, alcofa, almotolia, enxoval, garrafa, jarra, tapete;


 

- Comércio - almocreve, albarda (sela), alfândega;


 

- Numeração - algarismo, zero.


 

e tantos outros. Enfim, há cerca de mil palavras de origem árabe, sobretudo as terras cujo nome começa por "Al".

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Os cinco deveres do crente muçulmano


 

  1. Adorar Alá como único Deus e reconhecer Maomet como Seu profeta;


  2.  
    Rezar cinco vezes por dia, na direcção de Meca;


  3.  
    Ir em peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida;


  4.  
    Jejuar no mês do Ramadão;


  5.  
    Praticar a caridade islâmica;


  6. Dar esmola aos mais pobres.

 

publicado por ana às 23:06

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UM NOVO REINO CHAMADO PORTUGAL


 

 

 

Entre os séculos XI e XIII, as lutas entre cristãos e muçulmanos foram muito renhidas. Vários reinos e condados cristãos se formaram então, como podes observar no mapa.

Os reis cristãos da Península Ibérica pediam ajuda a outros reis da Europa que enviavam cavaleiros cristãos - os Cruzados. Entre estes cruzados destacaram-se D. Henrique e D. Raimundo, dois cavaleiros franceses.

Como recompensa pela ajuda prestada na luta contra os muçulmanos, o rei de Leão (D. Afonso VI) deu a D. Raimundo o Condado da Galiza e uma das suas filhas, D. Urraca, (filha legítima) para casar; a D. Henrique, o Condado Portucalense e outra sua filha (filha ilegítima), D. Teresa, em casamento, no ano de 1096.

 

  

 Mas morreu muito novo, ficando a governar a viúva, D. Teresa, uma vez que o seu filho, D. Afonso Henriques, era ainda muito novo. D. Teresa, que também pretendia a independência do Condado, pediu para tal ajuda à nobreza da Galiza. Os nobres portugueses, não concordando, convenceram D. Afonso Henriques a revoltar-se contra a mãe.

Formaram-se então dois "partidos": um, a favor de D. Teresa; outro, a favor de D. Afonso Henriques. Os dois "partidos" confrontaram-se na Batalha de S. Mamede (em 24 de Junho de 1128), próximo de Guimarães, tendo D. Afonso Henriques saído vencedor e passando a assumir o governo do Condado.

 

A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA

A D. Afonso Henriques não bastava a autonomia do Condado Portucalense; ele queria a sua total independência. Para tal, teve de lutar em várias frentes:

contra o rei de Leão e Castela, para obter a independência: batalhas de Cerneja e Arcos de Valdevez;

contra os muçulmanos, para alargar o território: batalha de Ourique;

difíceis negociações com o Papa para que este reconhecesse Portugal como reino independente.

A sua luta veio a ter sucesso:

o rei de Leão e Castela reconheceu a independência de Portugal: Tratado de Zamora, assinado em  1143;

o território português foi alargado até à linha do rio Tejo;

o Papa reconhece o reino de Portugal em 1179, através da Bula Manifestis Probatum.

 

 

Questionários:

  • Formação de Portugal  -1-

 

 

  • Formação do Reino de Portugal

  • Portugal - Um novo Reino

  • Reino de Portugal

     

    O Condado Portucalense situava-se entre os rios Minho e Mondego e tinha a sua sede no Castelo de Guimarães. A D. Henrique competia a defesa e o governo do Condado. Não era, no entanto, independente pois devia obediência, lealdade e ajuda militar ao rei de Leão, que era o governante máximo. D. Henrique, guerreiro valente e bom governante, sempre desejou tornar o Condado Portucalense independente do reino de Leão.

     

     

    Clica na imagem e realiza os jogos sobre a formação do reino de Portugal

     
     
     

     

    Era uma vez um Rei...

    O Instituto Camões disponibiliza em formato digital uma colecção original do jornal Expresso. Aprender de forma lúdica a História de Portugal (reis).

    Fonte: Instituto Camões

      

    WebQuest: A Formação de Portugal

    História e Geografia de Portugal

     

 

publicado por ana às 23:05

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PORTUGAL NO SÉCULO XIII

. "As Brumas de Avalon": vale a pena ver!!

  


. Aprende, jogando, as divisões de um mosteiro.

(jogo retirado do sítio www.ribatejo.com/hp/index.htm)

 

  

PORTUGAL NO SÉCULO XIII

Desde a morte de D. Afonso Henriques, em 1185, até meio do século XIII, os reis portugueses  continuaram a combater os mouros e a alargar o território para sul. Esta luta foi feita de avanços e recuos, como podes verificar nos mapas. Só em 1249, no reinado de D. Afonso III, se deu a expulsão definitiva dos mouros, com a conquista do Algarve.

Em 1297, estabelecem-se as fronteiras definitivas de Portugal no Tratado de Alcanizes.

 

 

 

A sociedade portuguesa no século XIII

O ambiente de guerra em que Portugal se formou influenciou a organização da sociedade portuguesa.

À medida que reconquistavam terras aos mouros, os nossos primeiros reis encontravam muitas povoações abandonadas e muitas terras devastadas.

Como recompensa pela ajuda prestada na guerra, e para as povoar, defender e fazer cultivar, os reis doavam terras aos nobres e às ordens religiosas. Formaram-se assim grandes domínios onde o povo trabalhava.

 

"Deus quis que o mundo se mantivesse por três estados: Oradores - os que rezam pelo povo; Defensores - os que o hão-de defender; Mantenedores - os que lavram a terra pela qual os homens hão-de viver e se manter."

Ordenações Afonsinas (adaptado)

 

A sociedade portuguesa do século XIII é pois formada por 3 grupos, com direitos e deveres diferentes:

 

a nobreza e o clero (grupos privilegiados):

não pagavam impostos;

possuíam extensas propriedades;

tinham o poder de aplicar justiça e cobrar impostos;

tinham exército próprio.

 

e o povo, o grupo mais desfavorecido, que executava todo o tipo de trabalho e pagava impostos.

 

A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA

A nobreza tinha sobretudo funções guerreiras. Participou com os seus exércitos na Reconquista, ao lado do rei, recebendo em troca rendas e terras.

O senhorio era pois a propriedade de um nobre na qual viviam camponeses livres e servos. As terras do senhorio estavam divididas em duas partes: a reserva, explorada directamente pelo senhor e onde trabalhavam os servos e criados; e os mansos, parcelas arrendadas a camponeses livres em troca de rendas pagas ao senhor.

O senhor tinha grandes poderes sobre quem vivia no senhorio: cobrar impostos, fazer justiça, ter um exército privado...

Quando não estava em guerra, o senhor nobre ocupava-se a dirigir o senhorio e a praticar exercícios físicos e militares.

Organizava festas e convívios onde, para além do banquete, se tocava, cantava e dançava. Estas festas eram animadas por trovadores e jograis. Jogava-se xadrez, cartas e dados.

 

 

A VIDA QUOTIDIANA DO CLERO

Tal como a nobreza, o clero era um grupo social privilegiado. Tinha a função de prestar assistência religiosa às populações.

Tinha grandes propriedades que lhe haviam sido doadas pelo rei ou por particulares e não pagava impostos. Tal como a nobreza, exercia a justiça e cobrava impostos a quem vivia nas suas terras.

O clero dividia-se em dois grupos: o clero regular (todos os que viviam numa ordem religiosa, num mosteiro) e o clero secular (bispos e padres).

No mosteiro, para além de cumprirem as regras impostas pela Ordem a que pertenciam, os monges dedicavam-se ao ensino, à cópia e feitura de livros, à assistência a doentes e peregrinos.

Em algumas Ordens, os monges dedicavam-se também ao trabalho agrícola nas terras do mosteiro.

Algumas Ordens eram militares, tendo combatido contra os Mouros.

 

 

A VIDA QUOTIDIANA DO CAMPONÊS

A maioria dos camponeses vivia nos senhorios. Trabalhava muitas horas, de sol a sol, e de forma muito dura. Do que produzia, uma grande parte era entregue ao senhor, como renda. Devia ainda prestar ao senhor outros serviços, como a reparação das muralhas do castelo, e outros impostos, como os que devia pela utilização do moinho, do forno ou do lagar.

Vivia em aldeias próximo do castelo do senhor. Morava em casas pequenas, de madeira ou pedra, com chão de terra batida e telhados de colmo. Estas casas tinham apenas uma divisão.

A base da alimentação do povo era o pão e o vinho, legumes, ovos, toucinho, queijo... Peixe e carne só muito raramente, geralmente em dias de festa. O seu vestuário era simples, em tecidos grosseiros (linho, lã), fiados e tecidos em casa.

 

OS CONCELHOS

Como sabemos, à medida que iam conquistando terras aos Mouros, os nossos primeiros reis precisavam de as povoar e fazer cultivar, sobretudo a Sul. Para tal, em muitos casos, o rei ou grandes senhores criaram concelhos, para atrair povoadores, a troco de direitos e regalias. Assim nasceram os concelhos.

Os habitantes dos concelhos, chamados vizinhos, tinham mais direitos e mais autonomia que os habitantes dos senhorios pois podiam eleger os seus representantes para a administração e a justiça local:

os juízes aplicavam a justiça;

os mordomos recebiam os impostos;

a assembleia dos homens-bons (os homens mais importantes do concelho) tratavam dos assuntos de interesse geral e elegiam os juízes e mordomos. Reuniam no Domus Municipalis (casa do município).

O rei fazia-se representar nos concelhos através do alcaide que era também o chefe militar.

Os direitos e deveres dos habitantes dos concelhos estavam escritos num documento: a Carta de Foral.

Símbolo da autonomia do Concelho era o Pelourinho.

 

A Corte e as Cortes

 

O rei vivia na corte com a sua família, conselheiros e altos funcionários. Como chefe supremo do país, competia-lhe fazer as leis, aplicar a justiça (só o rei podia aplicar a pena de morte e o corte de membros, nos casos de crimes graves), decidir da paz ou da guerra.

Acompanhado da corte, percorria o país para o governar, sendo ajudado por funcionários como o alferes-mor (comandante do exército), chanceler-mor (que autenticava os documentos com o selo real) e os legistas (homens de leis) que constituíam o Conselho do Rei.

Em caso de decisões importantes, como declarar a guerra ou lançar novos impostos, o rei convocava as cortes, uma reunião de representantes da nobreza, do clero e dos concelhos (estes apenas a partir do reinado de D. Afonso III). As cortes tinham uma função consultiva, isto é, o rei ouvia a sua opinião mas não era obrigado a segui-la.

 

 

         O alargamento do território foi uma preocupação constante não só de D. Afonso Henriques, como também dos outros reis seus sucessores.

            Tivemos ao longo dos anos um movimento de conquista e reconquista.
            As conquistas fizeram-se por etapas e, quase sempre, de um modo progressivo.
            Os limites do território português não ficaram totalmente definidos com a conquista do Algarve por D. Afonso III (1249).

 

As fronteiras de Portugal só ficaram definidas e os conflitos resolvidos em 1297, pelo Tratado de Alcanizes feito entre D. Dinis, rei de Portugal e D. Fernando rei de Leão e Castela.

 

      A linha de fronteira portuguesa sofreu somente um pequeno desvio em 1801, pela ocupação de Olivença pela Espanha.

 

          A maior parte da população no século XIII dedicava-se à agricultura / pastorícia.

 

 

            Nos matagais e florestas ia-se buscar: lenha, madeira, frutos silvestres, mel, cera, cortiça, caça variada.
            A  agricultura e a pastorícia forneciam os produtos básicos da alimentação.
            O trabalho era manual e os instrumentos rudimentares.
            A terra produzia pouco e a falta de cereais era frequente (anos de fome e epidemias).
            A apicultura era também uma actividade muito desenvolvida.
 
            Temos ainda o aproveitamento do mare dos rios através da pesca (marítima e fluvial) e do comércio marítimo e ainda o sal (produto indispensável para a conservação dos alimentos e curtumes), com a  salicultura.

Os pastores, agricultores e pescadores desenvolviam também actividades artesanais, fabricando os objectos de que necessitavam no seu dia-a-dia.

            Desenvolve-se uma produção artesanal.
 
            Esta actividade era mais variada nas cidades e vilas e os artesãos ( ferreiros, carpinteiros, oleiros, tanoeiros, pedreiros, sapateiros, alfaiates, ourives…) tinham as suas lojas onde vendiam os seus produtos.

 

Estações do ano e trabalhos Agrícolas

 .
clicar na gravura para aumentar

 

 Os pastores, agricultores e pescadores desenvolviam também actividades artesanais, fabricando os objectos de que necessitavam no seu dia-a-dia.

            Desenvolve-se uma produção artesanal.
 
            Esta actividade era mais variada nas cidades e vilas e os artesãos ( ferreiros, carpinteiros, oleiros, tanoeiros, pedreiros, sapateiros, alfaiates, ourives…) tinham as suas lojas onde vendiam os seus produtos.

 

P·        Temos também: mercados; feiras (criadas pela carta de feira (documento onde estão escritos os direitos e obrigações dos feirantes)); feiras francas (criadas por D. Dinis, isentas de portagens e outros impostos, para incentivar o comércio em zonas mais desfavorecidas).

ComércioExterno:
 
·        Comércio feito com outros países.
 
  Importações (o que Portugal compra): cereais, tecidos metais, armas  , objectos de adorno…
·                 Exportações (o que Portugal vende): vinho, mel / cera, sal, azeite, frutos, couros…
·        Portugal fazia comércio com: Itália, Inglaterra, Espanha, Flandres, França, Alemanha.
 
 
 
 

 Grupos Sociais

pirâmide

A nobreza era constituída pelas principais famílias do reino, que tinham muita riqueza, grandes propriedades e descendiam das famílias guerreiras dos tempos da Reconquista. Os seus títulos de nobreza tinham sido recebidos, em muitos casos, pelos serviços prestados à Coroa, assim como muitas das suas terras (as  honras). Os nobres também não pagavam impostos e ainda governavam as suas terras como pequenos reis. Viviam nas terras senhoriais, em castelos e palácios.

 

 O clero era formado pelas pessoas ligadas à Igreja Católica. Existia o clero secular, que vivia junto ao resto da população (padres, bispos, arcebispos) e o clero regular, que vivia em mosteiros (monges, freiras). Todos eles tinham direitos semelhantes : não pagavam imposto ao rei, recolhiam a dízima (imposto pago pelo povo) e só deviam obediência ao Papa. Viviam em paróquias (padres), dioceses (bispos) e mosteiros ou conventos ( monges e freiras).

 

A SOCIEDADE PORTUGUESA NO SÉCULO XIII
 
 
 

Sociedade Portuguesa no século XIII

 

 A vida quotidiana no séc. XIII

 

 
Consulta estes sites para veres como era a vida quotidiana na Idade Média:

Nos Mosteiros


Nas terras senhoriais


No Castelo

Depois de consultar os sites escolhe aquele onde, se vivesses no século XII, gostarias de viver. Explica a tua opção.

O vestuário do povo

 
 
Este grupo social fazia as suas próprias roupas, fiando e tecendo em casa. Os camponeses usavam um vestuário simples, feito com tecidos de linho ou de lã.
Os Homens usavam um saio de burel (tecido grosseiro), meias ou calças a proteger as pernas; na cabeça, um chapéu de palha ou de pano; no Inverno usavam um manto com capuz que lhes caía sobre os ombros e terminava numa ponta.
 Andavam descalços ou calçavam uma espécie de sandálias (abarcas) ou então botas de couro, untadas de sebo.
As mulheres usavam um vestido (cota) de mangas justas sobre a roupa interior de linho. Cobria os cabelos com uma espécie de touca (coifa).

 

As refeições do povo
 
 A alimentação dos pobres era escassa e pouco variada.
         As suas principais refeições eram compostas por sopas de legumes (couves, cebolas, favas...), papas de cereais e pão escuro.
A base da alimentação era o pão  feito de trigo, cevada, centeio e milho miúdo e o vinho. Quando os cereais escasseavam, eram substituídos pela castanha e até pela bolota.  
Comiam-se também ovos, toucinho, queijo, peixe (no litoral) e raramente carne. O porco era raro, sendo mais frequente a carne de ovelha ou cabra e de animais de capoeira.
Os bosques também forneciam alguns alimentos como frutos silvestres e pequenos animais.
 

Os divertimentos do povo

 

 

As ceifas, os casamentos e os nascimentos constituíam motivos de alegria e de convívio.

Enquanto trabalhava, também cantava. Havia, porém, dias feriados, geralmente festas religiosas, que se assemelhavam às de hoje. Celebravam-se em todo o País as grandes festas religiosas que incluíam o repicar dos sinos, as procissões, as feiras, as refeições colectivas e os bailes.

Depois da missa, ou da procissão, dançava-se e cantava-se nos terreiros das igrejas onde também se realizavam vendas.

Por vezes o povo podia assistir a alguns espectáculos que os nobres organizavam. Os mais frequentes eram as competições militares.

 

 

 

A Casa do povo
 
         Os camponeses viviam em habitações muito pobres, eram casas pequenas, com cerca de oito a dez metros de comprimento por três ou quatro metros de largura. Eram pobres, feitas de madeira ou de argamassa, com o tecto de canas, de palha ou de colmo.
         No interior da casa do camponês só existiam dois espaços: um para os animais e outro para as pessoas.
O espaço das pessoas servia de sala de jantar, de sala de estar e de quarto. Tinham assim só uma divisão, onde todo o movimento se concentrava à volta da lareira acesa com lenha do mato, onde o camponês cozinhava os alimentos e se aquecia do frio. Aí se comia, convivia, e à noite, num recanto coberto de molhos de palha, dormia toda a família. A mobília era pouca.
A iluminação também era pouca. Em certas casas só existia a iluminação da lareira. Noutras havia candeias de azeite, velas de vários tamanhos e archotes. Por isso muita gente se deitava ao pôr-do-sol.

 

O povo era o grupo mais numeroso da população, mas o que menos direitos tinha. Muitos “vilãos” trabalhavam nas terras da nobreza ou dos mosteiros, onde pagavam várias rendas ou impostos. Raramente tinham terras suas. Alguns, por terem sucesso em algum negócio, ganhavam algum dinheiro e estabeleciam-se por conta própria nas cidades. Eram os burgueses.

 

 

 

Portugal - Revolução 1383-85 - iluminuras

 

Batalha de Aljubarrota

Iluminura da Batalha de Aljubarrota, na “Crónica de Inglaterra”

 

 

Cerco de Lisboa na Crónica de Froissart
Iluminura do Cerco de Lisboa de 1384, na Crónica de Jean Froissart.

 

Batalha de Aljubarrota
Iluminura da Batalha de Aljubarrota,
na Crónica de Jean Froissart, século XV.

 

de Jean de Wavrin.

O que é um foral?

 

 

Sabes explicar o que era a carta de foral?


Podes consultar este
site para saber mais!

 

 

 

     A população portuguesa no século XIII, era constituída por:

3 grupos sociais:
 
·        Nobreza: defendia o território
·       Clero: serviço religioso
·       Povo: trabalhava para ele e para os outros grupos sociais.
 
Clero e Nobreza são grupos privilegiados:
 
·        Não pagavam impostos ao rei.
·        Possuíam grandes terras.
·        Tinham vários poderes, como: aplicar a justiça e receber os impostos dentro dos seus domínios. Podiam recrutar homens para formar o seu exército.

 

 

·        As terras que pertenciam aoreieram os: reguengos.
·        As terras doadas à nobreza chamavam-se: honras.
·        As terras doadas ao clero chamavam-se: coutos.

 

 

 

No senhorio vivia o nobre e a sua família, mas a maioria dos habitantes era gente dopovo (servidores domésticos e camponeses) que:
 
·        Trabalhava na agricultura/ pastorícia.
  

 

No senhorio vivia o nobre e a sua família, mas a maioria dos habitantes era gente dopovo (servidores domésticos e camponeses) que:
 
·        Trabalhava na agricultura/ pastorícia.
  

 

 

O nobredentro do seu senhorio tinha:
 
·        Muitos poderes e privilégios.
·        Obrigação de proteger as pessoas que estavam na sua dependência.
 
 
A ocupação da nobreza
 
            *  A sua principal função era combater em tempo de guerra e em tempo de paz, dedicavam-se a actividades que lhes permitiam uma boa preparação para a guerra:
 
·        caça
·        torneios /  justas
·        xadrez

 

 

 

 
·        Outras actividades: banquetes, assistir a espectáculos de jograis e trovadores.

 

 

 

  

A VIDA NOS MOSTEIROS

 

Pertenciam aoclero todos os membros da Igreja e a sua principal função era a actividade religiosa.
 
Temos o :
 
·       Clero regular: constituído por ordens religiosas e vivia dentro dos mosteiros /conventos em comunidades e com regras próprias.

   Clero secular: era constituído por padres e bispos. Viviam nas aldeias/cidades, junto da população. Possuíam grandes extensões de terras e gozavam de grandes privilégios:

 
-   não pagavam impostos.
-  podiam exigir rendas e impostos aos homens do povo que viviam e trabalhavam nas suas terras.
 
 

        Portugal era uma monarquia.

O reiera a autoridade suprema do paíse o mais rico:
 
·        Fazia as leis gerais.
·        Aplicava a justiça em crimes graves.
·        Decidia da paz e da guerra.
·        Protegia a Igreja
·        Vivia na corte. A corte era um local onde o rei vivia com a sua família, conselheiros e altos funcionários.
Todos deviam ao reifidelidade, obediência e auxílio.
Era auxiliado no governo por altos funcionários.
Reunia asCortes(Assembleias consultivas) para resolver questões importantes para a vida do Reino.

 

A ARTE ROMÂNICA
 
            Os castelos e as igrejas dessa época tinham aspecto de fortalezas, servindo de refúgio e defesa para as populações.
 
Características da Arte Românica :
 
·        Construções de paredes grossas
·        Com poucas aberturas para o exterior
·        Com o interior mal iluminado
 
Ex. Sé de Coimbra, de Lisboa, Castelo de Leiria
Desenvolveu Portugal tomando várias medidas:
 
·        Na agricultura: mandou plantar o pinhal de Leiria…
·        No comércio: aprovou a criação da Bolsa dos Mercadores(espécie de seguro para os comerciantes)…
·        Na pesca: criou povoas marítimas e fluviais.
·        No desenvolvimento da cultura:
               -   Criou em Lisboa o Estudo Geral ou Universidade.
                           -  O Português torna-selíngua oficial.
                           -  Desenvolve-se a poesia (ele próprio era chamado o rei poeta).
 
            No paço real faziam-se banquetes e saraus, animados por jograisque cantavam os poemas compostos pelos trovadores.

 

 
 
 
            Nos terrenos aráveis praticava-se a agricultura, mas havia poucos terrenos aráveis, grande parte eram terrenos bravios, nos quais se praticava a pastorícia.

 

 

 

A Vida quotidiana no Século XIII

Visita os sites seguintes para saberes como se vivia na Idade Média:
 
 
 
 
Se pudesses escolher, diz em qual dos locais gostarias de viver e justifica a tua resposta.

 

 

DAQUI

Portugal no século XIII

 

Com a conquista definitiva do Alentejo e a assinatura do Tratado de Alcanizes ,no século XIII, ficaram definidas as fronteiras de Portugal. Notavam-se alguns contrastes entre o Norte e Sul, Litoral e Interior,quanto ao clima, relevo, vegetação, tipo de povoamento,etc..O Sul, por exemplo, manifestava mais influências árabes e era muito menos povoado....

 
 
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publicado por ana às 23:02

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1383-85 - Um Tempo de Revolução


 

 
1383-1385
UM TEMPO DE REVOLUÇÃO
A MORTE DE D. FERNANDO
 E O PROBLEMA DE SUCESSÃO

O reinado de D. Fernando foi marcado por maus anos agrícolas que provocaram fomes.

 A peste negra  provocou a diminuição da população.
 
 
 
 Caça ao Tesouro sobre a Peste Negra

 

A produção foi menor e os  rendimentos do clero e da nobreza baixaram.
Para tentar resolver a crise agrícola, D. Fernando publica a Lei das Sesmarias (1375)( obrigava os camponeses a trabalhar as terras abandonadas). Mas esta lei não resolveu a crise agrícola.
As guerras com Castela agravaram a situação.
 
Em 1383, com a morte de D. Fernando, surge um grave problema de sucessão.
 
            Pelo Tratado de Salvaterra de Magos, D. Leonor Teles ficaria regente. Esta mandou aclamar D. Beatriz rainha de Portugal.
            A maior parte da Nobreza e Cleroaceitou D. Beatriz como rainha, mas oPovo, a Burguesia e um pequeno número de elementos da Nobreza  revoltaram-se.

 

 

1383-85 - Um Tempo de Revolução

 

A crise económica

Na segunda metade do século XIV, Portugal viveu tempos difíceis: más condições climatéricas,  guerras com Castela, fomes e doenças, especialmente a Peste Negra.

A Peste Negra foi uma grande epidemia que alastrou por toda a Europa; em Portugal matou cerca de um terço da população (500 000 pessoas).

 

 

O povo de Lisboa exaltado

O pajem do mestre de Avis começou a ir a galope em cima do cavalo em que estava, dizendo em altas vozes:

- Matam o mestre! Matam o mestre nos paços da Rainha. Acorrei ao mestre que matam.

(...) As gentes, que isto ouviram, saíram à rua a ver que cousa era (...) e começavam de tomar armas, cada um como melhor podia. (...)

Unidos num só desejo foram às portas do paço (...).

De cima não faltava quem dissesse que o mestre era vivo e o conde Andeiro morto. Mas isto não queria nenhum crer, dizendo:

- Pois se é vivo, mostrai-no-lo e vê-lo-emos!

(...) Ali se mostrou o mestre a uma grande janela que vinha sobre a rua...

- Amigos, pacificai-vos! Cá eu estou vivo e são, graças a Deus!

Fernão Lopes, Crónica de D. João I (adaptado)

 

 
 

A invasão castelhana

Perante o clima de revolta que se vive, D. Leonor foge para Santarém e pede ajuda ao rei de Castela.

Receando a invasão castelhana, o povo de Lisboa escolhe o Mestre de Avis como Regedor e Defensor do Reino. A burguesia também o apoia, sobretudo com dinheiro para preparar o exército.

O rei de Castela invade então Portugal. A chefiar o exército português está D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável. Os portugueses vencem a Batalha dos Atoleiros, no Alentejo, utilizando a táctica do quadrado (que vem a ser novamente usada na Batalha de Aljubarrota). O rei de Castela cerca Lisboa e quase vence, mas tem de levantar o cerco devido a uma epidemia de peste.

Entretanto, e dada a gravidade da situação, reúnem-se Cortes em Coimbra, onde o jurista João das Regras prova que, de todos os candidatos, o Mestre de Avis é quem tem direito a ser rei de Portugal.

O rei de Castela, sabendo da aclamação de D. João como rei, invade de novo Portugal, travando-se então a Batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), tendo vencido os portugueses, apesar de serem em menor número.

Para comemorar esta vitória, D. João I mandou construir o mosteiro da Batalha.

 

A consolidação da independência

Tudo o que se passou entre 1383 e 1385 provocou profundas alterações na sociedade portuguesa.

Parte da nobreza que apoiara D. Beatriz fugiu para Castela, perdendo  bens e privilégios. Os que apoiaram o Mestre de Avis foram recompensados com terras e títulos de nobreza e a burguesia passou a ter como tanto queria, mais influência na política do país.

Como disse Fernão Lopes, surgiu "outro mundo e nova geração de gentes".

D. João I, que dá início à segunda dinastia - a Dinastia de Avis - fez um tratado de amizade com Inglaterra (o mais antigo tratado da Europa) e casa com D. Filipa de Lencastre (da família real inglesa).

Em 1411 é finalmente assinado um tratado de paz com Castela.

Resolvida a crise política, faltava agora resolver a crise económica.

Portugal, com esta "nova geração de gentes", vai iniciar a grande aventura dos Descobrimentos.

 

 

Para melhorar a situação da agricultura e evitar o abandono dos campos, D. Fernando publicou a Lei das Sesmarias: obrigava todos os donos de terras a fazê-las cultivar, sob pena de ficarem sem elas, e obrigava mendigos e vadios a trabalharem, sobretudo na agricultura.

 

Para proteger o comércio externo, fundou a Companhia das Naus: uma espécie de seguro destinado aos que perdessem os barcos.

Contudo, a situação do país agrava-se com a morte de D. Fernando, em 1383.

 

 

A crise política

 

Quando D. Fernando morre, sua filha D. Beatriz estava casada com o rei de Castela. O acordo de casamento (acordo de Salvaterra), para garantir a independência de Portugal,  previa que, até o filho de D. Beatriz ter catorze anos, seria regente D. Leonor Teles.

D. Leonor manda aclamar D. Beatriz como rainha e tem como conselheiro um fidalgo galego: o Conde Andeiro.

Esta situação, aliada às dificuldades económicas, vai dividir a sociedade portuguesa: de um lado, a maioria da nobreza e do clero aceitam D. Beatriz como herdeira legítima; do outro, o povo e, sobretudo, a burguesia, não a aceitam e revoltam-se, receando a perda da independência do reino.A burguesia, chefiada por Álvaro Pais, e tendo do seu lado o povo de Lisboa, prepara então uma conspiração para matar o Conde Andeiro e escolhe D. João, Mestre de Avis, para executar essa tarefa.

O Mestre de Avis tinha fácil acesso ao Paço da Rainha uma vez que era filho (ilegítimo) do rei D. Pedro.

  Posição dos grupos sociais na Revolução de 1383/1385

·        Clero / Nobreza : apoiavam D. Beatriz e o rei de Castela.
·        Burguesia / Povo:  “           D. João Mestre de Avis (Regedor e Defensor do    Reino).

-Lembras-te quem foi D. Nuno Álvares Pereira? Clica na imagem

 
Foi do casamento da filha de D. Nuno Álvares Pereira com o filho de D. João I, Mestre de Avis que nasceu a casa de Bragança.
Lembraste qual era o nome do filho bastardo de D. João I, Mestre de Avis?

 

 

 

Palavras Cruzadas:

 

D. João I, rei de Portugal (5º ano)
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AS GRANDES VIAGENS

 

Até ao século XV, os europeus tinham um conhecimento limitado do mundo: apenas conheciam parte da África e da Ásia; a América e a Oceania eram totalmente desconhecidas.

Por outro lado, o Oceano Atlântico era conhecido como um "mar tenebroso" povoado de monstros marinhos que engoliam os barcos. Também os seres que povoavam as terras distantes eram imaginados como seres disformes, muito diferentes dos europeus. Todas estas lendas criavam muito medo nos navegadores...

Foi, por isso, uma grande e corajosa aventura os descobrimentos marítimos que os portugueses iniciaram no século XV.

 

 

A CONQUISTA DE CEUTA

Assinada a paz com Castela, em 1411, D. João I procurou resolver os problemas do reino que estava pobre.

As conquistas no Norte de África surgiram como uma solução: agradavam à nobreza que procura a guerra como forma de obter honra, glória, novos cargos e títulos; agradavam ao clero pois era uma forma de combater os Mouros, inimigos da religião cristã; agradavam à burguesia pois assim poderia controlar a entrada do Mar Mediterrâneo e o comércio de escravos, ouro, especiarias e cereais.

Assim, em 1415, uma poderosa armada comandada por D. João I tomou a cidade de Ceuta.

Contudo, os Mouros desviaram as rotas comerciais para outras cidades do Norte de África. Ceuta tornou-se uma cidade cristã isolada e constantemente atacada.

Os Portugueses iniciam então as viagens por mar na esperança de chegar ao local de origem do ouro e das especiarias.

 

 

 

A descoberta da costa africana: até à Serra Leoa (1460)

D. João I confiou ao Infante D. Henrique, seu filho, a coordenação da expansão marítima.

Foram contratados navegadores e cartógrafos experientes e o Infante passou a viver em Lagos e Sagres. Do Algarve partiam os barcos que descobriram os arquipélagos da Madeira e dos Açores, e a costa africana a sul do Cabo Bojador, para além do qual nunca se tinha navegado.

No contacto com as populações da costa africana, os portugueses escravizaram homens, mulheres e crianças, obtendo grandes lucros com o comércio de escravos.

Quando o infante D. Henrique morre, em 1460, já os Portugueses conheciam a costa africana até Serra Leoa.

 

 

ano terra descoberta descobridor
1419 Madeira e Porto Santo João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira
1427 Açores Diogo de Silves
1434 Cabo Bojador Gil Eanes
1436 Pedra da Galé e Rio do Ouro Afonso Baldaia
1443 Arguim Nuno Tristão
1456 Cabo Verde Diogo Gomes e Cadamosto
1460 Serra Leoa Pedro de Cintra

 

 

Caravela - puzzle

 

 As viagens ao longo da costa africana realizaram-se primeiro em barcas, depois em caravelas.

As caravelas eram navios ligeiros, rápidos, capazes de navegar em todas as águas e com todos os ventos. De casco muito leve, com um castelo na popa, tinham em geral três mastros. As suas velas triangulares permitiam-lhes bolinar, ou seja, navegar com ventos contrários. A vela triangular tomou o nome de vela latina.

Em caso de necessidade a tripulação - em geral quarenta a cinquenta homens - podia utilizar remos. Para se orientarem nos mares do Sul, os navegadores desta época dispunham apenas da bússola, de algumas cartas de marear que os antecessores tivessem elaborado e de sondas para avaliarem a profundidade das águas. Além disso, só a própria experiência, a passo e passo adquirida, e a intuição lhes serviam de guia no mar desconhecido.

in L. Albuquerque, A. M. Magalhães, I. Alçada,

Os Descobrimentos Portugueses, vol. I, ed. Caminho

 

 

 

 

A descoberta da costa africana: da Serra Leoa ao Cabo da Boa Esperança

 

  

A passagem do Cabo da Boa Esperança

 

"... e vieram a dar com o maior cabo que no mundo se descobriu (...)

Ora foram tão cruas as tempestades que os nossos padeceram, que a cada passo perdiam esperanças de salvamento: donde veio porem-lhe o nome de Cabo das Tormentas.

Assim que o dobraram e o assinalaram, voltaram para trás. Logo que ao senhor rei D. João foi explicado o feito, ficou tão alvoroçado que dava já por aberta a estrada para a Índia; e, comovido do feliz acontecimento, lhe impôs o nome de Cabo da Boa Esperança.

D. Jerónimo Osório, Vida e Feitos de El-rei D. Manuel

 

 

A viagem de Cristóvão Colombo e o Tratado de Tordesilhas

 

Passado o Cabo da Boa Esperança, quando D. João II já preparava a viagem para a Índia, Cristóvão Colombo, navegador genovês, propôs-lhe atingir a Índia mas navegando para ocidente. Como o nosso rei já tinha a certeza que a rota para oriente era mais curta, recusou. Cristóvão Colombo procura então a ajuda de Castela que aceita.

Em 1492, Colombo chega às Antilhas, ilhas da América Central. Descobre assim a América, pensando ter chegado à Índia.

Esta descoberta origina um grave conflito entre Portugal e Castela: D. João II exige a posse destas novas terras, de acordo com o Tratado de Alcáçovas (1480) que estabelecia que pertenciam a Portugal todas as terras a sul das Ilhas Canárias.

 

Com a intervenção do Papa, estabelece-se então um novo acordo, em 1494: o Tratado de Tordesilhas.

O Mundo foi dividido em em duas partes por um meridiano a cerca de 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde:

as terras descobertas a oriente desse meridiano seriam portuguesas;

as terras descobertas a ocidente, seriam castelhanas.

 

 

 

 

 

A chegada à Índia e ao Brasil

 

D. Manuel, sucessor de D. João II, vai continuar a apoiar os Descobrimentos.

Em Julho de 1497 parte de Lisboa uma armada, comandada por Vasco da Gama, com destino à Índia. Depois de cerca de dez difíceis meses de viagem chega a Calecute, na Índia. Estava descoberto o caminho marítimo para a Índia.

De início, os portugueses foram bem recebidos. Porém, os Muçulmanos recearam perder o monopólio do comércio das especiarias e começaram a hostilizar os portugueses.

 

 

 

 

D. Manuel, em 1500, envia então uma poderosa armada de treze navios, chefiada por Pedro Álvares Cabral, para impôr o nosso domínio no Oriente.

Perto de Cabo Verde, Pedro Álvares Cabral desvia a sua rota para ocidente, de modo a evitar os ventos contrários; chega então à Terra de Vera Cruz, depois chamada Brasil. Informa o rei, e continua viagem para a Índia.

 

 

 

 

O império português no século XVI

 

A colonização da Madeira

 

"Esta ilha mandou-a o Infante D. Henrique povoar pelos Portugueses sem que até então tivesse sido habitada. Chama-se ilha da Madeira porque, quando foi descoberta, não tinha palmo de terra que não estivesse coberto de grandíssimas árvores, sendo necessário aos primeiros que a quiseram habitar pôr-lhe fogo.

Tem terrenos muito frutíferos e abundantes (...) belíssimas fontes (...). O ar é quente e temperado, de tal modo que jamais faz frio."

Cadamosto (navegador italiano do séc.XV), Primeira Navegação (adaptado)

 

O Infante D. Henrique iniciou a colonização da Madeira e Porto Santo dividindo-as em capitanias. Aos capitães-donatários competia defender, povoar e explorar os recursos naturais das ilhas.

Os colonos, vindos sobretudo do Algarve e Minho, mas também do estrangeiro, dedicaram-se à agricultura, pesca e criação de gado. Os produtos mais importantes foram o vinho, o açúcar, os cereais, as plantas tintureiras e a madeira (importante para a reparação dos navios que aí faziam escala).

 

A colonização dos Açores

 

"O Infante D. Henrique mandou para ocidente buscar terra firme. E, a 270 léguas de Lisboa, acharam uma ilha, que agora se chama de Santa Maria, despovoada, com muitos açores, e viram outra e foram a ela, que agora se chama S. Miguel, também despovoada e cheia de açores. Daí viram outra ilha, agora chamada Terceira, e outras, todas com muitos açores.

Lançaram ali muitos animais, tais como porcos, vacas, ovelhas, dos quais há aí uma multidão, de modo que todos os anos de aí trazem muito gado para Portugal.

Igualmente há aí tanta quantidade de trigo que todos os anos ali vão navios e trazem trigo para Portugal."

Diogo Gomes, Relação dos Descobrimentos (séc. XV)

 

Também nos Açores se utilizou o sistema de capitanias para a colonização. O seu povoamento foi porém mais lento devido à grande distância a que se encontravam do continente.

As principais actividades dos colonos nas ilhas dos Açores eram a agricultura e a criação de gado; as principais riquezas deste arquipélago, nesta época, eram os cereais, o gado bovino e ovino e as plantas tintureiras (pastel, urzela e dragoeiro).

 

 

 

O império português no século XVI - Os territórios em África

 

(...) vieram os naturais da terra nas suas embarcações e trouxeram-nos as suas mercadorias, a saber (...) dentes de elefante e uma porção de malagueta em grão (...). No outro dia vimos gentes (...) e chegámos até próximo e fizemos paz com eles (...). E aí recebi uma certa quantidade de ouro, em troca das nossas mercadorias, a saber: panos, pulseiras de cobre, etc.

Diogo Gomes, Relação dos Descobrimentos da Guiné, séc. XV (adaptado)

 

 

 

O principal objectivo dos portugueses, em África, era controlar todo o comércio do ouro, malagueta, marfim e escravos, isto é, ter o seu monopólio. Tiveram, para isso, que vencer a concorrência dos Muçulmanos que também comerciavam esses produtos.

Construíram então, no litoral, feitorias, isto é, armazéns fortificados, dirigidos por um feitor: aí armazenavam os produtos africanos que os indígenas traziam do litoral para a costa e que trocavam por trigo, sal, panos coloridos e bugigangas. Praticava-se pois a troca directa.

 

 

 

 

O império português no século XVI - Os territórios na Ásia

 

   

A descoberta do caminho marítimo para a Índia permitiu aos portugueses passar a comerciar os preciosos produtos do oriente. Chegavam em maior quantidade e mais baratos, uma vez que não havia intermediários.

Porém, era preciso assegurar o domínio de alguns portos e cidades e prevenir os ataques dos muçulmanos, povo que anteriormente assegurava o comércio dessas mercadorias por terra. Para tal, D. Manuel nomeou vice-reis.

O primeiro foi D. Francisco de Almeida que tentou dominar os mares e estabelecer acordos com os chefes locais. O segundo foi Afonso de Albuquerque que conquistou as cidades de Goa, Ormuz e Malaca.

A partir da Índia os portugueses chegaram à China, ao Japão   e às ilhas de Timor, Indonésia, Molucas. As naus portuguesas vindas da Índia (carreira da Índia) chegavam a Lisboa carregadas de especiarias, panos de seda e porcelanas da China, tapeçarias da Pérsia, madeiras exóticas, perfumes...

 

 

 

Depois da morte do Infante D. Henrique, o rei D. Afonso V entregou a exploração da costa africana a um rico burguês, Fernão Gomes. Este comprometia-se a descobrir, por ano, cerca de cem léguas de costa em troca do direito de comerciar naquela zona. D. Afonso V, por influência da nobreza, preferiu combater os Mouros no Norte de África.

Mas D. João II, seu filho, apercebendo-se das grandes riquezas da costa africana (ouro, escravos, marfim) deu grande impulso às descobertas marítimas, passando a dirigi-las.

O grande objectivo era descobrir a passagem para o Oceano Índico para alcançar a Índia - local de origem das especiarias. Foi Bartolomeu Dias, em 1488, quem dobrou pela primeira vez o Cabo das Tormentas, depois chamado da Boa Esperança.

 

ano terra descoberta descobridor
1471 Mina marinheiros ao serviço de Fernão Gomes
1471-72 S. Tomé e Príncipe João de Santarém, Pedro Escobar, Fernão Pó
1474 Cabo de Santa Catarina marinheiros ao serviço de Fernão Gomes
1482 Foz do rio Zaire Diogo Cão
1485-86 Serra Parda Diogo Cão
1488 Cabo da Boa Esperança Bartolomeu Dias

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 PIRATA DE PERNA DE PAU, OLHO DE VIDRO E CARA DE MAU...

 

Desde sempre existiram salteadores no mar. Umas vezes ao serviço dos reis, outras por iniciativa própria, os piratas assaltavam os barcos para roubar e pilhar as riquezas transportadas. Mas a pirataria dos grandes tesouros, que a imaginação dizia estarem escondidos, em ilhas e registados em mapas, só surgiu a partir do séc. XVIII. Aventureiros e destemidos, os piratas tinham fama de se embriagarem com rum e serem cruéis sanguinários.

 

 

 

 

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. Cronologia dos Descobrimentos portugueses

 

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Reis de Portugal
 
1ª Dinastia (Afonsina)
Imagem
Nome
Cognome
Nascimento / Morte
Factos do reinado
O Conquistador / O Fundador
1108 - 1185
Foi o primeiro rei de Portugal e conquistou território até Lisboa e Alentejo.
Reinou entre 1143 e 1185.
D. Sancho I
O Povoador
1154 - 1211
Conquistou Silves e passou a chamar-se «Rei de Portugal e dos
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